“É viado?”: Escola é condenada por expor aluno a situação vexatória

De acordo com o aluno, a professora teria dito, na frente dos demais alunos, que “a sua prima pediu para eu te perguntar se você é viado”.

segunda-feira, 12 de julho de 2021.

Uma escola do DF terá de indenizar aluno que foi exposto a situação vexatória ao ser questionado pela professora sobre sua sexualidade na frente dos colegas de sala. De acordo com o aluno, a professora teria dito a ele: “sua prima pediu para eu te perguntar se você é viado”. A 2ª turma Cível do TJ/DF concluiu que houve violação aos direitos de personalidade do aluno. 

(Imagem: Freepik)
Aluno afirmou que, após o ocorrido, deixou de frequentar as aulas por vergonha. (Imagem: Freepik)

O aluno relata que, durante uma aula de produção de texto, a professora o questionou acerca da sua sexualidade. De acordo com ele, a docente teria dito, na frente dos demais alunos, que “a sua prima pediu para eu te perguntar se você é viado.” O estudante afirmou que, após o ocorrido, deixou de frequentar as aulas por vergonha.

Decisão da 3ª vara Cível de Taguatinga condenou a instituição de ensino ao pagamento de indenização por danos morais. A escola recorreu sob o argumento de que a advertência aplicada à professora não comprova a existência de suposto dano. Defende ainda que o documento apresentado pelo aluno foi produzido de forma unilateral e não pode ser utilizado como prova. 

Ao analisar o recurso, os desembargadores observaram que as provas são aptas a comprovar que o estudante foi questionado sobre a sexualidade na frente dos colegas de sala. Para os magistrados, “não há dúvidas que a situação vivenciada pelo autor é passível de configuração de danos morais”, uma vez que houve violação aos direitos de personalidade. 

“Nesse contexto, ante a gravidade da situação, que expôs o aluno (ainda adolescente) de maneira vexatória perante seus colegas, constitui circunstância que extrapola o mero aborrecimento. Assim, in casu, é evidente o dano à personalidade causado pela apelante ao apelado, sendo de rigor a sua condenação ao pagamento de indenização por danos morais.”

Dessa forma, por unanimidade, a turma concluiu que o colégio deve ser responsabilizado pelo ato praticado pela professora e manteve a sentença que o condenou ao pagamento de R$ 10 mil a título de danos morais.

Informações: TJ/DF.

Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 8/7/2021 às 18:44

Reprodução: https://www.migalhas.com.br/quentes/348264/e-viado–escola-e-condenada-por-expor-aluno-a-situacao-vexatoria

Jogador de futebol indenizará mesária por chamá-la de “sapatão”

Na contagem de uma penalidade aplicada pelo árbitro, o jogador teria dito à assistente: “Sapatão, sua sapatão, vai procurar uma mulher para você!”.

segunda-feira, 12 de julho de 2021.

Um jogador de futebol terá de pagar indenização por danos morais a mesária da partida por chamá-la de “sapatão”. Na decisão, o juiz leigo do 5º JEC de Goiânia, ressaltou que “é inconteste que atos homofóbicos devem ser denunciados, diante de uma sociedade ainda resistente em respeitar a diversidade de raça, cultura, ideologia, crença, gênero e sexualidade, direitos fundamentais garantidos pela Constituição do Brasil”.

A sentença foi homologada pela juíza de Direito Roberta Nasser Leone.

(Imagem: Freepik)
Mesária foi agredida verbalmente durante uma partida de futebol enquanto estava desempenhando sua função. (Imagem: Freepik)

Ao propor a ação, a mesária sustentou ter sido agredida verbalmente pelo promovido durante uma partida de futebol enquanto estava desempenhando sua função. Na contagem de uma penalidade aplicada pelo árbitro a um terceiro jogador, este a ofendeu nos seguintes termos: “Sapatão, sua sapatão, vai procurar uma mulher para você!”.

A mulher alegou ter explicado ao jogador que estava cumprindo sua função, conforme o regulamento. Afirmou, ainda, que tais agressões em voz alta foram presenciadas por várias pessoas que estavam no local e que, pelo ato praticado, houve um ataque à sua opção ou orientação sexual. Disse, ainda, que sofreu grave constrangimento e que tal atitude feriu sua dignidade e integridade, inclusive, degradando seu clima de trabalho.

Ao analisar o caso, o juiz leigo Fernando Luiz Dias Morais Fernandes salientou que a parte autora logrou êxito em demonstrar a veracidade de suas alegações, ao anexar Boletim de Ocorrência e Termo Circunstanciado de Ocorrência, estando ali identificados tanto o autor do fato delituoso, como a vítima e testemunhas que estavam presentes no dia dos fatos.

De acordo com a decisão, o conteúdo dos documentos deixa claro que os eventos se sucederam da forma narrada na inicial, inclusive o reclamado reconheceu em seu depoimento prestado no TCO que “sentiu-se injustiçado sobre as regras aplicadas por ela, mesária em campeonato de futebol que o suposto autor jogava”.

Situação constrangedora e humilhante

O juiz ressaltou não ter dúvidas, com base em tais elementos, de que o promovido procedeu de forma inadequada para com a promovente, colocando-a em situação extremamente constrangedora e humilhante, sem qualquer justificativa possível.

“A meu ver, na situação narrada nos autos supera os meros dissabores da vida cotidiana, atingindo o íntimo da personalidade da requerente (honra subjetiva), bem como sua valoração no meio social (honra objetiva), principalmente se considerarmos o alcance que qualquer informação atinge através das redes sociais, trazendo maiores prejuízos ainda, àquela que vive de profissão atrelada a atividades desportivas que, incontestavelmente, atrai grande atenção do público.”

Ainda em relação a atos homofóbicos, foi observado na decisão que “estes devem ser inclusive criminalizados, consoante recente decisão do Pretório Excelso, que reconheceu a mora do Congresso em incriminar atos atentatórios a direitos fundamentais dos integrantes da comunidade LGBTQIA+, autorizando seu enquadramento na lei de racismo (lei 7.716/86), até que o parlamento edite lei específica”.

Diante disso, foi julgado procedente o pedido para condenar o jogador ao pagamento de R$ 6 mil a título de danos morais. A sentença foi homologada pela juíza de Direito Roberta Nasser Leone.

  • Processo: 5594546-22.2020.8.09.0051

Veja a sentença.

Por: Redação do Migalhas

Publicado na data de 09/07/2021 e atualizado em 09/7/2021 às 08:56

Reprodução: https://www.migalhas.com.br/quentes/348299/jogador-de-futebol-indenizara-mesaria-por-chama-la-de-sapatao

Preso por chamar Bolsonaro de genocida, Rodrigo Pilha é solto

Por Marília Senasobre Brasília 

Em 11 jul, 2021 – 11:09

Rodrigo Pilha. Foto: Arquivo pessoal/ Instagram

O ativista Rodrigo Grassi, conhecido como Rodrigo “Pilha”, preso desde o dia 18 de março por protestar na Esplanada dos Ministérios com um cartaz chamando o presidente Jair Bolsonaro de “genocida”, foi solto na noite deste sábado (10). Ele estava detido em Brasília, no complexo da Papuda.

De acordo com o portal UOL, Pilha cumpria a pena em regime semiaberto, apesar de uma decisão da Justiça para que ele fosse ao regime aberto. A audiência que confirmaria a mudança do cumprimento de pena estava marcada para sexta-feira (9), mas foi remarcada para o próximo dia 16.

Ontem, Pilha enviou uma carta aos amigos e familiares informando que estava iniciando uma greve de fome para protestar contra as más condições da cadeia e a demora da decisão judicial.

“”Tendo em vista que o Judiciário segue me proibindo de falar, conceder entrevistas, e agora me mantém preso, mesmo eu tendo conquistado o direito ao regime aberto, optei por usar meu corpo e a resistência pacífica para protestar contra estes e diversos outros absurdos que seguem ocorrendo no sistema penitenciário do DF, por conta do autoritarismo policial e judicial”, disse na carta.

Mas, de acordo com as redes sociais da família e de Rodrigo Pilha, o ativista foi para casa na noite de ontem. “VALEU A PRESSÃO! Saiu o alvará de soltura do Rodrigo Pilha!!!”, publicou um familiar em seu twitter.

VALEU A PRESSÃO!
Saiu o alvará de soltura do @RODRIGOPILHA!!!
A família e os advogados estão tratando dos trâmites burocráticos.
Ainda não sabemos se ele irá hoje ou amanhã p/ casa!#PilhaLivre!!

Erico Grassi (@ericograssi) July 10, 2021

Uma foto também foi publicada nas redes sociais com Pilha em liberdade. “#PilhaLivre! “Vamos p/ cima desse sistema medieval” A família agradece cada mensagem de apoio e carinho!”.

Reprodução: https://congressoemfoco.uol.com.br/midia/preso-por-chamar-bolsonaro-de-genocida-rodrigo-pilha-e-solto/

Ministro Paulo Guedes é condenado por chamar servidores públicos de “parasitas, assaltantes e preguiçosos”

quarta-feira, 30 de junho de 2021.

Crédito: Evaristo Sá/AFP

Na interpretação da Justiça, Guedes incitou ódio contra categoria, além de ofender a honra e a imagem dos servidores

A Justiça Federal condenou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a pagar uma indenização de R$ 50 mil por ofender e agredir verbalmente a categoria de servidores públicos. Em fevereiro de 2020, Guedes comparou servidores a parasitas em uma palestra na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

“O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, afirmou na ocasião. Ele também pediu que eles “não assaltem o Brasil, quando o gigante está de joelhos e eles em casa com geladeira cheia”.

A sentença foi proferida pela juíza Cláudia da Costa Tourinho Scarpa, da 4ª Vara Federal da Bahia, que acatou o pedido do Sindicato dos Policiais Federais do Estado (Sindipol-BA). Em sua análise, a magistrada afirmou que Guedes havia violado “os direitos da personalidade dos integrantes da categoria profissional representada por este ente sindical, por meio dos seus pronunciamentos”.

Claudia Tourinho destacou, ainda, que o ministro “atacou – despropositadamente – a categoria dos servidores públicos” e que suas manifestações “excederam os limites estabelecidos pelos bons costumes, pois não se espera que um Ministro de Estado ofenda os próprios agentes estatais”. Ela reforça que “tais pronunciamentos violaram a honra e a imagem dos servidores públicos, que – por meio de eufemismos – foram rotulados de parasitas, assaltantes e preguiçosos.

Publicado no dia 24 de junho por Luísa Dantas

Reprodução: http://sindilegis.org.br/ministro-paulo-guedes-e-condenado-por-chamar-servidores-publicos-de-parasitas-assaltantes-e-preguicosos/

Governo paga R$ 268 mil para apresentadores falarem bem de Bolsonaro

Governo federal distribuiu dinheiro para aliados e emissora de TV

30/06/2021 – 11:33

Apresentadores de TV receberam R$ 268 mil do governo federal por meio da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social). O dinheiro foi enviado para que eles falassem bem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de suas decisões no comando do Brasil.

Os dados foram divulgados pela “Folha de S.Paulo”. Veja algumas das personalidades que receberam o cachê:

Sikêra Jr.

Bolsonaro Sikera JrCrédito: ReproduçãoBolsonaro posa para foto com Sikêra Jr. e ironiza mortos pela covid-19 com CPF cancelado

apresentador, que já recebeu Bolsonaro e seus filhos no programa televisivo, levou R$ 120 mil para fazer propaganda de posições do governo.

Tino Júnior

Apresentador do “Balanço Geral RJ” ficou com R$ 45, 7 mil em repasses feitos à empresa Que isso Fera!!!.

Luís Ernesto Lacombe

Crédito: Reprodução/BandYoutube tirou do ar canal do bolsonarista Ernesto Lacombe

jornalista ganhou R$ 20 mil por meio da empresa Lala Produções.

Nelson Rubens 

O ex-apresentador do TV Fama, em 2019, recebeu “míseros” R$ 3.474 para fazer propaganda do governo.

Luciana Gimenez

bolsonaro racismoCrédito: ReproduçãoBolsonaro diz que racismo “é coisa rara no Brasil”, em entrevista à Luciana Gimenez

Apresentadora do SuperPop e Luciana By Night recebeu o R$ 51 mil por meio do Magic Lu Produções.

Reprodução: https://catracalivre.com.br/cidadania/governo-paga-r-268-mil-para-apresentadores-falarem-bem-de-bolsonaro/

Venezuela ‘não melhorou’ em liberdade de expressão, diz relator da CIDH

quarta-feira, 30 de junho de 2021.

A Venezuela “não melhorou” suas condições para garantir a liberdade de expressão e o acesso à informação, o que a mantém como um dos países “mais adversos” para exercer o jornalismo, afirmou nesta segunda-feira (28) o relator especial da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

“Não melhorou, no relatório de 2019 da CIDH se encontrava no capítulo (…) reservado para as situações mais críticas, e se manteve no ano 2020”, disse Pedro Vaca, relator especial para a liberdade de expressão da CIDH, em uma videoconferência com correspondentes internacionais em Caracas.

Por “vários anos consecutivos”, a Venezuela permaneceu nessa seção dos relatórios anuais da CIDH, reflexo de ser “um dos contextos mais adversos para o exercício do jornalismo no continente”, afirmou Vaca.

A CIDH publicou em março um relatório sobre o status da liberdade de imprensa na América, no qual denuncia que “graves violações ao direito à liberdade de expressão na Venezuela continuaram sendo a regra durante 2020”.

Isso ocorreu mesmo em meio à pandemia de covid-19, lembrou Vaca, que chegou a um país “com uma deterioração muito acentuada nas garantias da liberdade de expressão”.

“A Venezuela é um dos Estados mais opacos do continente (…). O acesso à informação sobre o Estado em geral, mas também em particular sobre a atenção à pandemia, tem sido especialmente sensível”, disse Vaca.

A CIDH destacou em setembro que na Venezuela “o governo deteve jornalistas e médicos que publicaram informações sobre a expansão do vírus ou questionaram a resposta” oficial.

Vaca fez referência à recente operação de busca na sede do jornal crítico El Nacional, depois de ter sido condenado a pagar 30 milhões de dólares a um poderoso líder chavista, que o processou por difamação.

As autoridades venezuelanas confiscaram também neste ano os equipamentos de uma emissora de TV digital, enquanto outros veículos da imprensa denunciaram fechamentos e ataques cibernéticos.

A Venezuela ocupa o 148º lugar de 188 em um índice sobre liberdade de expressão da organização Repórteres Sem Fronteiras.

Segundo o mesmo índice, o Brasil caiu quatro posições e atualmente ocupa o 111º lugar, no quarto ano consecutivo de queda.

Publicado no portal Estado de Minas na data 28/06/2021 às 16:03

Reprodução: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2021/06/28/interna_internacional,1281315/venezuela-nao-melhorou-em-liberdade-de-expressao-diz-relator-da-cidh.shtml

Revolução justifica limites à liberdade de expressão em Cuba, diz presidente

quarta-feira, 30 de junho de 2021.

Presidente cubano Miguel Diaz-Canel participou de uma reunião com um grupo de intelectuais e artistas - Adalberto Roque/AFP
Presidente cubano Miguel Diaz-Canel participou de uma reunião com um grupo de intelectuais e artistasImagem: Adalberto Roque/AFP

A liberdade de expressão em Cuba, exigida por jovens artistas nos últimos meses, está limitada pela própria existência da revolução – afirmou o presidente Miguel Díaz-Canel em um discurso publicado nesta terça-feira (29).

“A liberdade de expressão na Revolução continua tendo como limite o direito da Revolução de existir”, disse Díaz-Canel, também primeiro-secretário do Partido Comunista (PCC, único), em uma reunião na segunda-feira à noite com um grupo de intelectuais e artistas.

“Não vamos abrir mão da Revolução nem de seus espaços. Devemos e podemos administrá-los melhor, aprendendo mais com tudo e todos”, afirmou em um ato comemorativo do 60° aniversário do discurso “Palavras aos Intelectuais”, no qual o líder Fidel Castro definiu em 1961 a política cultural de sua incipiente revolução socialista.

Naquela ocasião, Castro afirmou: “dentro da Revolução tudo, fora da Revolução nada”, palavras que tiveram várias interpretações durante essas seis décadas, e que o governo de Díaz-Canel reconhece como válidas.

”Dentro da Revolução tudo’ significa que a única coisa que não está em discussão é a Revolução. Ela não é um fato em disputa. É o fato em si, a razão de ser daquele encontro”, disse.

No entanto, “acreditamos firmemente que a obra de arte possui não apenas o direito, mas a missão de ser provocativa, arriscada, desafiadora, questionadora, também enaltecedora e emancipadora”, acrescentou. “Submetê-la à censura subjetiva e covarde é um ato contra a cultura”.

“Na Cuba de 2021, não há lugar para os anexionistas de sempre, ou para os mercenários do momento”, afirmou Díaz-Canel.

Em 27 de novembro do ano passado, 300 jovens intelectuais e artistas protagonizaram um protesto inédito em frente ao Ministério da Cultura cubano, exigindo liberdade de expressão. Funcionários do ministério receberam um grupo de manifestantes e decidiram iniciar um diálogo.

“Naquele momento, falamos sobre diálogo e finalmente começou, mas não gerou os resultados que podia. Perdemos uma oportunidade excelente para abrir espaços de debate e reflexão de que qualquer sociedade tanto precisa e que na cubana são fundamentais”, opinou em uma recente entrevista o novelista Leonardo Padura.

“Isso que ocorreu em 27 de novembro é a demonstração de uma necessidade que existia e existe. As manipulações, leituras diferentes, posições talvez fundamentalistas de uma parte ou de outra, nada disso diminui o fato de que é uma reclamação válida”, destacou.

Publicado no portal de notícias Uol no dia 29/06/2021 às 12h02

Reprodução: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2021/06/29/revolucao-justifica-limites-a-liberdade-de-expressao-em-cuba-diz-presidente.htm

Jornalista é demitida após acusar chefes de censura

sexta-feira, 18 de junho de 2021.

Crédito: Reprodução/Instagram

Da Redação 17/06/21 – 09h27

A jornalista Ivory Hecker foi demitida da Fox News de Houston após acusar ser vítima de censura na emissora. A apresentadora usou a previsão do tempo para dizer que a Fox estava a “amordaçando” e impedindo-a de noticiar fatos verdadeiros aos telespectadores.

“Quero que vocês, os espectadores, saibam que a Fox Corp está me forçando a impedir que certas informações cheguem até vocês, os espectadores”, afirmou Hecker.

A jornalista, que foi demitida do canal logo após o ocorrido, afirmou que teria outros jornalistas ao lado dela. Ameaçou expor as tentativas de censura da emissora, e contar os detalhes de suas acusações em uma entrevista ao vivo para um site de uma organização de extrema-direita.

“Pelo que tenho investigado, não sou a única repórter sujeita a isso. Vou divulgar algumas gravações mostrando o que acontece por trás das câmeras na Fox, porque diz respeito aos espectadores. Encontrei um grupo de jornalismo sem fins lucrativos chamado Project Veritas que vai ajudar a lançar isso, então sintonize-se”, pediu a jornalista.

Reprodução: https://istoe.com.br/jornalista-e-demitida-apos-acusar-chefes-de-censura/

Facebook libera novos recursos para administradores controlarem o que é publicado em grupos

Um dos recursos permite moderar automaticamente posts e comentários compartilhados nas comunidades. Segundo a rede social, objetivo é garantir segurança e oferecer conversas saudáveis.

sexta-feira, 18 de junho de 2021.

Administradores podem encontrar rapidamente posts e comentários que mais exigem sua atenção. — Foto: Divulgação/Facebook

Administradores podem encontrar rapidamente posts e comentários que mais exigem sua atenção. — Foto: Divulgação/Facebook

O Facebook apresentou nesta quarta-feira (16) mais recursos para administradores controlarem o que é publicado em seus grupos.

Entre as novidades, estão uma ferramenta de moderação automática e uma seção para moderadores encontrarem rapidamente posts e comentários que exigem a sua atenção.

As mudanças deverão impactar os mais de 120 milhões de usuários no Brasil que participaram de ao menos um grupo em maio de 2021, segundo dados da rede social.

“Manter a segurança nos grupos no Facebook é uma prioridade, e os administradores são fundamentais para ajudar a preservar uma cultura segura e saudável nas suas comunidades”, afirmou a vice-presidente de Comunidades do Facebook, Maria Smith.

Moderação automática em grupos

Uma das ferramentas liberadas pelo Facebook permite definir critérios que devem ser seguidos pelos participantes de grupos em publicações e comentários.

Batizado de Assistente do Administrador, ele ajuda a manter uma moderação automática sobre o conteúdo que é publicado na comunidade.

Assistente do Administrador permite definir regras em posts e comentários em grupos. — Foto: Divulgação/Facebook

Assistente do Administrador permite definir regras em posts e comentários em grupos. — Foto: Divulgação/Facebook

Os administradores podem, por exemplo, restringir posts de usuários que estão há pouco tempo no Facebook ou no grupo. Além disso, é possível impedir o compartilhamento de links indesejados.

Para ajudar os membros do grupo, o Facebook permite indicar por que o post ou comentário foi recusado. A partir da explicação, o autor pode editar o conteúdo e tentar reenviá-lo.

A rede social também implementou alertas para moderadores. O recurso usa inteligência artificial para identificar conversas possivelmente controversas entre participantes de uma comunidade.

O objetivo é ajudar administradores a adotarem as medidas necessárias rapidamente. Uma das possibilidades liberadas pelo Facebook permite reduzir a frequência de comentários de certos participantes ou em publicações específicas.

Alerta de moderação do Facebook identifica discussões controversas em grupos. — Foto: Divulgação/Facebook

Alerta de moderação do Facebook identifica discussões controversas em grupos. — Foto: Divulgação/Facebook

Análise de participantes de grupos

O Facebook criou uma área para administradores analisarem rapidamente posts, membros e comentários denunciados. A seção também pode ser usada para gerenciar configurações do grupo, como sua visibilidade para os demais usuários da rede social.

Os moderadores ganharam ainda uma página com informações sobre cada membro da comunidade. A seção exibe informações como o número de publicações e comentários da pessoa nos últimos 90 dias, bem como quantas de suas postagens foram excluídas ou silenciadas.

Publicado no portal G1 na data de 16/06/2021 às 18h48 e atualizado há um dia

Reprodução: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2021/06/16/facebook-libera-novos-recursos-para-administradores-controlarem-o-que-e-publicado-em-grupos.ghtml

Nunes Marques nega quebra de sigilos de dois integrantes do Ministério da Saúde

sexta-feira, 18 de junho de 2021.

Mais duas quebras de sigilo telefônico e telemático de integrantes do governo pedidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 no Senado foram negadas por ministro do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (14/6) à noite.

Nunes Marques negou quebra de sigilos

Desta vez, o ministro Nunes Marques não referendou a quebra dos sigilos do ex-secretário executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco, que atuou durante a gestão de Eduardo Pazuello; e de Helio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde da pasta.

Na decisão sobre o ex-secretário-executivo, Nunes Marques relatou que os requerimentos de quebra de sigilo aprovados tinham, como uma das fundamentações, alegações de que Franco “defendeu publicamente o uso de medicamento cuja eficácia científica no combate à Covid-19 não era comprovada”.

Para o ministro, o fato de Élcio Franco ter dado declarações públicas defendendo o uso de medicamentos cuja eficácia não é comprovada para o tratamento da Covid-19 “sem sugerir a automedicação, não representa senão o exercício da sua liberdade de opinião e de expressão, visto como ele não tinha como prescrever algum medicamento”.

Argumento semelhante foi usado no caso de Hélio Angotti Neto. Para Nunes Marques, uma das bases do requerimento de quebra de sigilo é a alegação de “possível quebra de regra de ética médica”. “Se nem mesmo o Conselho Federal de Medicina instaurou processo disciplinar contra o impetrante, por fato público e notório, é manifestamente desproporcional investigá-lo desde logo como autor de um ilícito”, completou.

Outros pedidos
Na véspera, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido de liminar feito por Luciano Dias Azevedo, que teve quebra de sigilo autorizada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz.

A decisão vai na mesma linha do que o próprio Lewandowski fez em relação a um dos principais investigados no Congresso: o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. A ordem é para que as informações só sejam acessadas por senadores integrantes da comissão, mantendo-se sigilo de informações que dizem respeito à vida privada do investigado.

Segundo o ministro, para a configuração de ato abusivo na quebra de sigilo, seria necessário ficar inequivocamente demonstrada a falta de pertinência temática entre a medida e os fatos investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Não é o caso.

Luciano Dias Azevedo é apontado como integrante do chamado “gabinete paralelo” do governo federal, responsável por proposta de decreto para alterar a bula do medicamento conhecido como “cloroquina”, após contatos com Nise Yamaguchi e Paolo Zanotto, em apoio a Arthur Weintraub, então assessor especial da Presidência da República.

“Com essa atuação, o impetrante poderia, segundo suspeitam os integrantes da Comissão, ter concorrido, ao menos em tese, para retardar a execução de medidas profiláticas e terapêuticas adequadas ao enfrentamento da pandemia, nos moldes daquelas recomendadas pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais, contribuindo, assim, para o seu agravamento”, entendeu o ministro.

Além de Lewandowski, o ministro Alexandre de Moraes também denegou pedidos liminares de investigados na CPI que tiveram o sigilo quebrado: do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e de Francieli Fontana Sutile Tardetti Fantinato, coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Na segunda-feira (14/6), o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu a quebra de sigilo telefônico e de mensagens de dois ex-servidores do Ministério da Saúde.

Clique aqui para ler a decisão de Nunes Marques
MS 37.971

Clique aqui para ler a decisão de Nunes Marques
MS 37.968

Publicado no portal ConJur na data de 15 de junho de 2021 às 9h00

Por Severino Goes

Reprodução: https://www.conjur.com.br/2021-jun-15/ministro-veta-duas-quebras-sigilo-determinadas-cpi-covid