Alemanha investiga projeção de suposta saudação nazista de Musk em fábrica da Tesla

Circulam na internet imagens do que seria uma projeção do ato de Elon Musk em fachada de fábrica alemã da Tesla. Seguranças da empresa negam intervenção.

TOPO

Por Deutsche Welle

25/01/2025 14h29  Atualizado há um dia

Alemanha investiga projeção de suposta saudação nazista de Musk em fábrica da Tesla

O Ministério Público alemão anunciou nesta quinta (23) a abertura de um inquérito para investigar a suposta projeção de imagens durante um ato de protesto na gigafábrica de veículos elétricos da Tesla em Grünheide, na Alemanha.

Dois grupos de ativistas postaram em suas redes sociais imagens mostrando o que seriam projeções na fachada da fábrica.

Uma das cenas mostrava o bilionário Elon Musk – o proprietário da empresa – fazendo um gesto similar à saudação nazista, com a palavra Heil projetada antes do logotipo da Tesla, formando o letreiro “Heil Tesla” – clara referência à expressão Heil Hitler (“salve Hitler”) utilizada pelos membros do regime nazista e seus apoiadores.

Musk fez o gesto polêmico – com o braço direito erguido em riste – durante um evento em Washington em comemoração à posse de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos. Para muitas pessoas, a atitude teria sido uma referência ao nazismo.

Gesto de Musk gera polêmica durante fala do bilionário em evento da posse de Trump — Foto: Mike Segar/Reuters

Outra imagem mostrava divulgada nas redes mostrava uma projeção que colocava a palavra “boicote” em frente ao logotipo da Tesla. As imagens das projeções foram publicadas pelos grupos ativistas Centro de Beleza Política (Zentrum für Politische Schönheit – ZPS) e Led by Donkeys.

Polícia contesta versão dos ativistas

A polícia local afirmou ao jornal “Tagesspiegel” que, após consultar os seguranças da fábrica da Tesla, nenhuma descoberta havia sido feita e, portanto, a conclusão era de que as fotos seriam falsas.

Mas, nesta quinta-feira, um porta-voz da polícia voltou atrás e confirmou que caso estava sendo investigado.

“De acordo com a avaliação jurídica do Ministério Público […] a projeção com várias inscrições adicionadas por pessoas ainda desconhecidas e a distribuição das imagens na internet dão origem, pelo menos, à suspeita inicial de utilização de símbolos de organizações inconstitucionais”, disse o porta-voz.

Os investigadores avaliam se a saudação a Hitler, proibida por lei na Alemanha, foi de fato exibida e se as imagens do gesto foram distribuídas.

Vídeo mostra a ação

Ativistas dizem que projetaram imagens em fábrica da Tesla na Alemanha; empresa nega, mas polícia vai investigar o caso — Foto: Reprodução/X/Led By Donkeys

Um vídeo de cinco minutos divulgado pelos ativistas nesta quinta-feira na rede social X, que começa e termina com o gesto controverso de Musk, explica por que o bilionário apoia grupos de direita nos EUA e na Europa, incluindo o partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD).

A legenda alemã é apresentada como uma sigla parcialmente extremista e “tão à direita que nem mesmo a nacionalista de direita francesa Marine Le Pen quer trabalhar com o partido”.

Existem diversos registros de membros da AfD utilizando slogans nazistas, espalhando desinformação e banalizando o Holocausto.

Musk se envolveu recentemente na campanha eleitoral alemã, visando as eleições gerais em fevereiro, apoiando publicamente a AfD, que ele diz ser o único partido capaz de “salvar a Alemanha”.

Durante uma conversa no X entre o bilionário e a líder da AfD, Alice Weidel, ela chegou a afirmar que Adolf Hitler era um comunista.

Ativistas desmentem seguranças da Tesla

Um porta-voz do coletivo ativista Zentrum für Politische Schönheit (Centro para a Beleza Política, em tradução livre) afirmou ao “Tagesspiegel” nesta quinta-feira (23/01) que a ação ocorreu com a utilização de um drone, entre outros equipamentos. Segundo o porta-voz, as primeiras gravações foram feitas às 20h.

O porta-voz rejeitou a declaração dos seguranças da Tesla à polícia de que eles não teriam visto as projeções. “Eles sabem muito bem que isso aconteceu. A Tesla tem câmeras de vigilância suficientes nas instalações da fábrica para revelar isso.”

Outra imagem mostra a projeção por uma nova perspectiva. Na imagem, se vê um campo amplo no qual foi colocada uma caixa de som, que presumivelmente reproduzia o som do vídeo.

Ambos os grupos já haviam projetado imagens na sede da Tesla em Amsterdã no início de janeiro, com críticas à influência de Elon Musk na política dos EUA.

Musk, em postagem recente no X, utilizou termos e nomes de lideranças do regime nazista para fazer trocadilhos em inglês, numa aparente tentativa de zombar de seus críticos.

“Já dissemos centenas de vezes e vamos dizer de novo: o Holocausto foi um evento maligno singular, e diminuir sua importância é inapropriado e ofensivo. Elon Musk, o Holocausto não é uma piada”, reagiu na mesma rede Jonathan Greenblatt, presidente da Liga Antidifamação, ONG judaica com sede nos EUA.

Reprodução: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/01/25/alemanha-investiga-projecao-de-suposta-saudacao-nazista-de-musk-em-fabrica-da-tesla.ghtml. Acesso: 27, janeiro, 2025.

Elon Musk é acusado de fazer saudação nazista após posse de Trump e gera onda de indignação

Gesto do bilionário ultraconservador para apoiadores de Trump está sendo comparado à saudação dos apoiadores de Hitler

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

 20 de janeiro de 2025 às 21:42

Gesto de Elon Musk para apoiadores de Trump durante o desfile inaugural dentro da Capitol One Arena, em Washington, DC – ANGELA WEISS / AFP

O bilionário de extrema direita Elon Musk, proprietário da rede social X, e das empresas Tesla e Space X, gerou uma onda de indignação após fazer um gesto que remete à saudação nazista para apoiadores de Donald Trump, horas após a posse do republicano na Casa Branca.

O gesto aconteceu após Musk ressaltar que a posse de Trump “marcou um ponto de virada para a civilização humana” e expressar sua empolgação com os planos de pousar uma missão tripulada em Marte durante o segundo mandato de Trump.”Só quero agradecer a vocês por fazerem isso acontecer”, disse o bilionário, antes de bater com a mão direita no peito, com os dedos abertos, e estender o braço direito em uma diagonal para cima, com os dedos juntos e a palma da mão voltada para baixo.

A Liga Anti-Difamação (ADL), que faz campanha contra o antissemitismo, define a saudação nazista como “levantar o braço direito estendido com a palma da mão para baixo”.

“Começo a me perguntar se alguém nessa nova administração, se alguém no universo Maga [sigla para Make America Great Again – Faça a América Grande de Novo] já pegou um livro de história”, disse a jornalista estadunidense Anne Bagamery à France 24, reagindo ao fato de Musk oferecer aos apoiadores de Trump o que parecia ser uma saudação nazista enquanto ele fazia seu discurso.

O jornal israelense Haaretz descreveu Musk fazendo “uma saudação romana, uma saudação fascista mais comumente associada à Alemanha nazista”.

Conforme descrito pela ADL, na Alemanha, entre 1933 e 1945, a saudação dos seguidores de Adolf Hitler “era frequentemente acompanhada de cânticos ou gritos de ‘Heil Hitler’ ou ‘Sieg Heil’. Desde a Segunda Guerra Mundial, os neonazistas e outros supremacistas brancos continuaram a usar a saudação, tornando-a o sinal de mão supremacista branco mais comum no mundo”.

Em uma declaração publicada em suas mídias sociais nesta segunda, a ADL disse: “Este é um momento delicado. É um novo dia e, ainda assim, muitos estão nervosos. Nossa política está inflamada, e a mídia social só aumenta a ansiedade”.

“Parece que Elon Musk fez um gesto estranho em um momento de entusiasmo, não uma saudação nazista, mas, novamente, entendemos que as pessoas estão nervosas. Neste momento, todos os lados devem se dar um pouco de graça, talvez até mesmo o benefício da dúvida, e respirar fundo. Este é um novo começo. Vamos torcer pela cura e trabalhar pela unidade nos próximos meses e anos.”

Musk fez diversas contribuições para Trump desde sua campanha presidencial. O valor total que o empresário sul-africano naturalizado estadunidense gastou com o republicano foi de U$ 250 milhões (cerca de R$1,5 bilhão).

Em troca, Trump prometeu um cargo em seu governo. Musk comandará, ao lado de outro bilionário, Vivek Ramaswamy, o Departamento de Eficiência Governamental.

*Com Guardian, The Independent e France 24

Edição: Leandro Melito

Reprodução: https://www.brasildefato.com.br/2025/01/20/elon-musk-e-acusado-de-fazer-saudacao-nazista-apos-posse-de-trump-e-gera-onda-de-indignacao. Acesso: 27, janeiro, 2025.

Toffoli questiona se ação de PM que jogou homem de ponte é liberdade de expressão

Ministro recordou que liberdade não deve abrigar condutas ilícitas.

Da Redaçãoquarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Atualizado às 19:37

Nesta quarta-feira, 4, durante julgamento no STF que analisa a responsabilidade das redes sociais para a remoção de conteúdo de terceiros, independentemente de ordem judicial, ministro Dias Toffoli, relator em uma das ações, utilizou como exemplo o caso do PM que atirou homem de uma ponte para expressar a importância de limites à liberdade de expressão.

Ao proferir seu voto, o ministro trouxe o entendimento firmado pelo Supremo de que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como justificativa para práticas ilícitas, como a incitação ao racismo.Destacou o caso Ellwanger, no qual o editor gaúcho, Siegfried Ellwanger, foi condenado pelo crime de racismo devido à publicação de livros de teor antissemita. Na oportunidade, o plenário do STF decidiu que “a liberdade de expressão, então, não consagra o direito à incitação ao racismo, dado que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas”, afirmou Toffoli.

O ministro aproveitou para traçar paralelos com outros exemplos de condutas que, equivocadamente, poderiam ser interpretadas como protegidas pela liberdade de expressão.Trouxe o caso envolvendo policial militar em São Paulo/SP, que jogou um homem de uma ponte durante a abordagem. “Nós podemos entender que aquilo que aquele policial fez em São Paulo, na ponte, que, desde ontem está sendo repetido nas televisões brasileiras, nos telejornais, é uma liberdade de expressão?”, provocou o ministro, reforçando que há limites legais e éticos para manifestações individuais.  Toffoli também questionou até onde a liberdade de expressão poderia ser levada ao extremo, citando situações de violência doméstica como exemplo de condutas que não podem ser justificadas sob esse princípio. “Se nós levarmos a liberdade de expressão ao absoluto, ele estaria protegido pela liberdade de expressão”, ponderou.

reprodução: https://www.migalhas.com.br/quentes/421029/toffoli-pergunta-se-pm-que-jogou-homem-agiu-com-liberdade-de-expressao. Acesso: 08, dezembro, 2024.

Atriz mexicana se irrita e desmente fake news sobre sua morte: ‘Grande impacto

Após ser dada como morta em ritual, atriz mexicana se irrita com notícia falsa e esclarece caso; Marcela Alcaraz publicou vídeo nas redes sociais

Por:Andrew Oliveira6 dez 2024- 11h28(atualizado às 13h5

Atriz mexicana se irrita e desmente fake news sobre sua morte: ‘Foi um grande impactoFoto: Reprodução/Instagram / Contigo

Na última quinta-feira (5), viralizou pelo mundo uma informação de que uma mulher teria morrido durante ritual com veneno de sapo. A atriz mexicana Marcela Alcaraz foi o nome da pessoa que supostamente teria morrido no ato. Mas tudo não passou de uma confusão, porque a artista está viva e se pronunciou sobre o caso.Em seu perfil no Instagram, Marcela Alcaraz gravou um vídeo para esclarecer toda a situação na qual foi envolvida e afirmou que nunca foi em nenhum ritual: “Eu nunca fui a nenhum tipo de ritual espiritual, não fui à Durango, e não consumi nenhum tipo de veneno. Estou viva e bem. Sigo em casa com a minha família. Esta falsa notícia foi um grande impacto para mim e para meus entes queridos, principalmente meu filho pequeno”, disse ela.

A mulher que morreu durante o ritual foi Marcela Alcázar Rodríguez, que também é atriz. Ela morreu por conta de uma broncoaspiração após ter ingerido uma substância a base de veneno de rã, encontrada na Amazônia. O ritual tem o objetivo de fazer uma limpeza espiritual.

MULHER MORRE AOS 33 ANOS APÓS USAR VENENO DE SAPO EM RITUAL

A atriz mexicana Marcela Alcázar Rodríguez, de 33 anos, faleceu após participar de um ritual em Durango, no México, envolvendo o kambô, substância extraída da rã amazônica. O líquido, popularmente chamado de “vacina do sapo”, é aplicado em queimaduras na pele durante cerimônias que prometem benefícios físicos e espirituais. O incidente ocorreu em 1º de dezembro, enquanto Marcela participava de um retiro para obter um diploma de formação como curandeira.

PAJÉ ESTÁ FORAGIDO

Segundo relatos, a atriz começou a se sentir mal após o início do ritual, apresentando vômitos e diarreia. Apesar de pedir ajuda médica, testemunhas afirmam que ela não teve permissão para sair imediatamente. Um amigo teria retirado Marcela do local e levado ao hospital, mas a atriz não resistiu. Autoridades de Durango iniciaram uma investigação para apurar as circunstâncias da morte e procuram Jonathan Fernando Durán, o pajé responsável pelo ritual, que está foragido.

Reprodução: https://www.terra.com.br/diversao/gente/atriz-mexicana-se-irrita-e-desmente-fake-news-sobre-sua-morte-grande-impacto,25596d5a670f15b3527e8a13476d6316zedojxp4.html. acesso: 08, dezembro, 2024.

Mulher é levada para delegacia por intolerância contra participantes de evento de combate ao racismo religioso na Barra da Tijuca

De acordo com participantes do Observatório Mãe Beata de Iemanjá, ela ofendeu praticantes de religiões afro-brasileiras que estavam em vestes tradicionais em evento que discute políticas públicas para combater o crime

Por Cristina Boeckel, g1

Rio 08/12/2024 11h14 Atualizado há 2 horas

Participantes do observatório contra o racismo religioso após registro de caso de intolerância na delegacia — Foto: Reprodução

Uma mulher foi encaminhada à 16ª DP (Barra da Tijuca) no último sábado (7), após ser denunciada por intolerância religiosa contra integrantes de um seminário que discutia o crime contra fiéis de religiões de origem afro-brasileiras e suas implicações na sociedade em um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.De acordo com participantes do Observatório Mãe Beata de Iemanjá, que tem como objetivo sugerir políticas públicas de combate ao racismo religioso, a suspeita ofendeu em diversos momentos mulheres que estavam em vestes religiosas, no hall e nos elevadores do Américas Barra Hotel.

Segundo a organização, o evento, que vai até o começo da tarde deste domingo (8), conta com mais de 200 participantes.“Justamente ontem, infelizmente, durante uma mesa em que tinha duas defensoras públicas palestrando, eu comecei a me sentir mal. Eu resolvi ir ao banheiro. E eu me deparei com a cena em que essa mulher estava gritando no hall do hotel, dizendo que o atendimento estava horrível por causa do que ela chamava de ‘gente feia, gorda, com roupas horrorosas’”, contou a Ialorixá Glauciele de Oxum, que registrou o caso na delegacia.Após ela discutir sobre a presença dos participantes do evento com vestes religiosas no hall do hotel, outros integrantes a identificaram como autora de outras ofensas ao longo dos dias do evento, principalmente nos elevadores.“Duas mães-de-santo aqui do Rio estavam no elevador e essa senhora começou a agredir as pessoas, dizendo que elas eram gordas, que elas deveriam sair do elevador. Que éramos uns macumbeiros”, disse Vodunsi Agonjaí Ana Silva, coordenadora nacional de Políticas Públicas e Articulação das Mulheres de Axé do Brasil.Contando com a presença de defensoras públicas no evento, os participantes decidiram denunciar o caso.“Eram muitas mulheres mais velhas, de luta, que estavam ali ocupando um espaço elitizado, como se não pudéssemos ter acesso”, afirmou Ana.

O observatório existe desde 2021 e a reunião no hotel tem como objetivo estruturar as iniciativas do grupo. O nome é uma homenagem à Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Iemanjá, referência na luta contra o racismo e a intolerância religiosa, que faleceu em 2017.PolíciaTestemunhas afirmam que a mulher é uma turista de São Paulo e estava acompanhada de uma criança. O nome dela não foi divulgado pela polícia.“Ainda que a gente tenha conhecimento dos nossos direitos e tenha que fazer valer, é muito triste e doloroso. Ainda mais pelo fato de que ela estava com uma criança”, afirmou a Ialorixá Glauciele de Oxum.A Polícia Militar afirmou ao g1 que agentes do 31ºBPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionados para uma ocorrência no hotel. No local, os participantes do evento contaram que uma mulher cometeu atos de intolerância contra os praticantes de religiões afro-brasileiras. A PM afirma que todos foram conduzidos para a delegacia.De acordo com a 16ª DP, a mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de intolerância religiosa e racismo. O caso foi encaminhado à Justiça.O g1 entrou em contato com o Americas Barra Hotel, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Reprodução:

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2024/12/08/mulher-delegacia-evento-de-combate-ao-racismo-religioso.ghtml. Acesso: 08, dezembro, 2024

‘Mulher da janela’ se pronuncia e dá detalhes da polêmica no avião: ‘Chamou de imbecil

Jeniffer Castro, a ‘mulher da  janela’ que viralizou ao ser exposta na web, se pronuncia no programa ‘Encontro’;

Por:Luisa Scavone

6 dez 2024- 11h10

Mulher da janela’ se pronuncia e dá detalhes da polêmica no avião
Foto: Reprodução / Contigo

Jeniffer Castro está sendo um dos nomes mais falados das redes sociais nos últimos dias, após a polêmica envolvendo um assento em um avião. Para quem está por fora, a mulher negou dar o seu lugar na janela da aeronave para uma criança e foi exposta por um vídeo na web. Após o assunto viralizar, ela se pronunciou no Encontro na manhã desta sexta-feira (6).O que aconteceu no avião?

Durante o programa, ela relatou o que, de fato, aconteceu. “Entrei no avião, a criança estava no meu lugar e avisei que era meu assento. Esperei ele sair, e o rapaz que estava no corredor falou para eu trocar com ele e sentar no corredor, falei que não”, relembrou.

Medidas legais

Ela ainda garantiu que irá tomar as medidas legais sobre a situação, já que foi exposta por meio de um vídeo gravado no momento. “As medidas já estão sendo tomadas”, disse. Ainda no programa matinal da TV Globo, Jeniffer disse que se sentiu ofendida com a forma em que a mãe do menino se comunicou.”Ela chegou perguntando se eu tinha algum problema, achei super preconceituoso, se eu tinha alguma deficiência, me chamou várias vezes de imbecil. Quando fui sair e pegar a mala, ela estava atrás de mim e falou: ‘Agora, você levanta, imbecil?’. Tentei não responder porque ela queria brigar, respondi o mínimo possível para não dar mais discussão”, relatou.

Como está Jeniffer Castro?

Após a polêmica, ela ganhou inúmeros seguidores e apoiadores nas redes sociais. Aliviada, ela também confessou sentir medo da exposição. “Estou sentindo medo porque não sei o que as pessoas estão pensando. Estou com medo da minha segurança, de fazerem alguma coisa comigo ou com a minha família, está todo mundo mandando mensagem para os meus parentes e perguntando onde moro”, concluiu.

Reprodução: https://www.terra.com.br/noticias/mulher-da-janela-se-pronuncia-e-da-detalhes-da-polemica-no-aviao-chamou-de-imbecil,03908431cffd9276d6c0d576f30c1269yqu9qiyh.html. Acesso: 08, dezembro, 2024.

Ana Paula Minerato e os limites da liberdade de expressão

Suposto áudio gravado por Ana Paula Minerato viralizou na web nesta segunda (25)

  • Por Mariana Morais
  • 25/11/2024 17:07 – Atualizado em 25/11/2024 17:08
Redes Sociais

Ana Paula Minerato está sendo duramente criticada na web após um áudio, de cunho racista, que teria sido gravado pela ex-Fazenda, vazar. Na gravação, a modelo critica a cantora Ananda, atual namorada de seu ex-companheiro, com ofensas como “neguinha” e “cabelo duro”.

No entanto, após o conteúdo da mensagem de voz viralizar na internet, o grupo Band de comunicação e a escola Gaviões da Fiel, da qual a modelo fazia parte, se pronunciaram publicamente e anunciaram o desligamento de Ana Paula.

Contudo, o caso trouxe à tona novamente o debate sobre até aonde é aceitável a liberdade de expressão, já que trata-se de uma conversa privada de Ana Paula Minerato, que acabou sendo vazada nas redes sociais. Mas, a lei é clara: quando se trata de discriminação e racismo, não há qualquer imunidade proporcionada pela LEI No 5.250, que regula a liberdade de manifestação do pensamento e de informação.

Além disso, o advogado José Estavam Macedo Lima, Presidente da Comissão de Crimes digitais e Liberdade de Expressão da Anacrim/RJ, explica: “A liberdade de expressão e manifestação de pensamento possui limites insculpidos na própria constituição federal, no seu artigo 5, inciso X, que são: a intimidade, a vida privada a honra e a imagem. A liberdade de expressão não pode e não deve ser entendida como um princípio absoluto, pois ela não só possui limites, como deve ser utilizada com responsabilidade para um convívio harmônico na sociedade”.

Cada vez mais é constante a utilização das redes sociais para agressões, discriminação, ofensas e crimes. Segundo o especialista, tais atitudes não podem ser consideradas manifestação do pensamento ou exercício da liberdade de expressão. “A manifestação do pensamento não pode servir de escudo para ações criminosas, ou para a prática delituosa”, diz o advogado.

Por fim, ele completa: “A liberdade de expressão não é absoluta e não pode ser invocada, quando resvala em outros direitos constitucionais e em tipo penais. A liberdade de expressão encontra resistência na indução à discriminação, no preconceito de raça, cor, etnia, religião, dentre outros. Uma garantia fundamental deve ser analisada em conjunto junto às demais garantias e direitos fundamentais”. 

Reprodução: https://www.correiobraziliense.com.br/colunistas/mariana-morais/2024/11/amp/6996629-ana-paula-minerato-e-os-limites-da-liberdade-de-expressao.html. Acesso: 27, novembro, 2024.

Dino manda destruir 4 livros com conteúdo considerado homofóbico

Ministro fixou multa de R$ 150 mil por danos morais; ação foi movida após alunos encontrarem discursos de ódio contra a comunidade LGBTQIA+ nas obras

O ministro entendeu que o Supremo tem um entendimento consolidado de que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e cabe interpretação, quando violar outros direitos

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou na 6ª feira (1º.nov.2024) a destruição de 4 obras jurídicas que continham trechos com teor homofóbico contra a comunidade LGBTQIA+ e as mulheres. Dino ainda fixou uma multa de R$ 150 mil como indenização por danos morais coletivos.

O ministro analisou um recurso do MPF (Ministério Público Federal) contra uma decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que negou a retirada das obras em circulação. A ação do MPF foi movida depois que alunos da UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Paraná, apontaram o conteúdo homofóbico presente nas seguintes obras disponíveis na biblioteca da universidade: Curso Avançado de Biodireito Teoria e Prática do Direito Penal Direito Constitucional Esquematizado Curso Avançado de Direito do Consumidor Manual de Prática Trabalhista Contudo, o ministro entendeu que o MPF não apontou “o conteúdo homofóbico, preconceituoso ou discriminatório” no livro Direito Constitucional Esquematizado. Por isso, este não será retirado de circulação.

Sobre a decisão do TRF-4 acerca dos demais, Dino afirmou que, embora a Constituição garanta a liberdade de expressão e proíba a censura, houve um “abuso de direito fundamental”, que não deve ser usado para autorizar práticas que destruam outros direitos ou liberdades, nem “acobertem maldades que ameacem valores”.

OS TRECHOS Segundo a decisão, as obras continham discursos de ódio contra mulheres e pessoas LGBTQIA+. Trechos citam frases como “maléfica causa gay”, “contaminados por hormônios femininos na alimentação”, “o mal do homossexualismo na origem” e legitima a demissão de funcionários “afeminados”.  Também afirmam que a AIDS “somente existe pela prática doentia do homossexualismo, bissexualismo e entre os heterossexuais, quando da penetração anal nas mulheres”.

Reprodução: https://www.poder360.com.br/poder-justica/dino-manda-remover-4-livros-com-conteudo-considerado-homofobico/. Acesso: 07, novembro, 2024.

VÍDEO: operadora de caixa denuncia racismo em supermercado de área nobre de BH: ‘Você tem essa corzinha’

Segundo a vítima, a suspeita se disse ser juíza e ameaçou a empregada do EPA, no bairro Belvedere. Polícia investiga o caso.

Por Jô AndradeFrancielly Santiago, g1 Minas — Belo Horizonte

06/11/2024 09h54  Atualizado há um dia

Uma trabalhadora denunciou ter sido vítima de ataques racistas na tarde desta terça-feira (5), em um supermercado da área nobre de Belo Horizonte. Mariana Paula Cardoso, de 25 anos, é operadora de caixa no EPA Belvedere, na Região Centro-Sul, e foi ofendida por falas racistas de uma cliente, que se apresentou como juíza.

Testemunhas que estavam próximas à vítima gravaram o momento que a mulher aparece visivelmente alterada e com os pés descalços (veja vídeo acima).

“Você acha que porque tem essa corzinha você pode fazer o que bem quiser […]”, disse a suspeita.

Em outro trecho, a vítima rebate as agressões verbais, chama a mulher de louca e fala sobre a atitude racista. No entanto, a suspeita rebate: “Os racistas são os mais racistas do Brasil”

‘Fui ameaçada’

Ao g1, Mariana Cardoso contou que não conseguiu trabalhar o resto do dia, e que ficou com o psicológico extremamente abalado pela ação e ameaças da suspeita.

“Eu estava trabalhando, sabe? Já é tão difícil lidar com público. Eu fiquei com meu psicológico muito abalado. Ela me ameaçou várias vezes, falou que isso não iria ficar assim, que ela é juíza e que eu não conhecia ela. Fiquei em choque. Isso nunca tinha acontecido comigo”, afirmou a vítima.

A polícia foi acionada mas a suspeita fugiu sem ser identificada. De acordo com a vítima, as compras da mulher foram pagas via PIX, com uma conta que está registrada com CNPJ de uma faculdade da cidade de Contagem, na Grande BH.

Polícia investiga

O fiscal da loja afirmou à PM que interveio na confusão, mas a suspeita o agrediu com um soco no abdome e disse “quem essa negra pensa que é?”, conforme consta no registro policial.

Segundo testemunhas, a equipe administrativa e o gerente do mercado deram assistência à vítima e afastaram a mulher, que ainda tentou agredir a operadora de caixa.

Os clientes relataram, ainda, que durante a fuga a mulher acelerou e quebrou a cancela do estacionamento, e ainda xingou outros empregados de “pobres e vagabundos”.

Por nota, a Polícia Civil informou que abriu inquérito para apurar o caso, e que a investigação segue em andamento. O g1 procurou o Supermercado EPA e aguarda retorno.

Cancela do estacionamento do supermercado — Foto: Arquivo pessoal

Reprodução: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2024/11/06/video-operadora-de-caixa-denuncia-racismo-em-supermercado-de-area-nobre-de-bh-voce-tem-essa-corzinha.ghtml. Acesso: 07, novembro, 2024.

Médica que postou fake news sobre câncer de mama é obrigada pela Justiça a apagar postagens

Organização que representa médicos radiologistas entrou com ação civil pública contra Lana Tiani Almeida da Silva e e ela se tornou ré na Justiça.

Por g1 Pará — Belém

04/11/2024 17h10  Atualizado há um dia

O Tribunal de Justiça do Pará atendeu na última sexta-feira (1º) um pedido do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e determinou que a médica paraense Lana Tiani Almeida da Silva apague um conteúdo enganoso sobre câncer de mama nas redes sociais.

A ação civil pública foi movida pela organização nacional que representa profissionais radiologistas e aceita pela Justiça do Pará no dia 29 de outubro. O g1 entrou em contato com a médica e não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

O TJPA, além de determinar a retirada dos conteúdos do ar de forma urgente, impede que Lana publique novas desinformações, sob a pena de multa diária de R$ 1.500 em caso de descumprimento.

A liminar (decisão provisória) condena a fala da médica de que a mamografia pode piorar o quadro de inflamação nas mamas, o que pode acarretar em medo na população que precisa realizar o exame.

A ação civil pública afirma que a médica tem se promovido nas redes sociais como médica ginecologista e que o registro dela não foi encontrado. Porém, o Conselho Regional de Medicina do Pará diz que a médica é registrada.


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Pará 

Médica que postou fake news sobre câncer de mama é obrigada pela Justiça a apagar postagens

Organização que representa médicos radiologistas entrou com ação civil pública contra Lana Tiani Almeida da Silva e e ela se tornou ré na Justiça.

Por g1 Pará — Belém

04/11/2024 17h10  Atualizado há um dia

Lana Tiani Almeida da Silva viralizou nas últimas semanas ao postar um vídeo no instagram afirmando que o câncer de mama não existe — Foto: Reprodução / redes sociais

Lana Tiani Almeida da Silva viralizou nas últimas semanas ao postar um vídeo no instagram afirmando que o câncer de mama não existe — Foto: Reprodução / redes sociais

O Tribunal de Justiça do Pará atendeu na última sexta-feira (1º) um pedido do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e determinou que a médica paraense Lana Tiani Almeida da Silva apague um conteúdo enganoso sobre câncer de mama nas redes sociais.

A ação civil pública foi movida pela organização nacional que representa profissionais radiologistas e aceita pela Justiça do Pará no dia 29 de outubro. O g1 entrou em contato com a médica e não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

O TJPA, além de determinar a retirada dos conteúdos do ar de forma urgente, impede que Lana publique novas desinformações, sob a pena de multa diária de R$ 1.500 em caso de descumprimento.

A liminar (decisão provisória) condena a fala da médica de que a mamografia pode piorar o quadro de inflamação nas mamas, o que pode acarretar em medo na população que precisa realizar o exame.

A ação civil pública afirma que a médica tem se promovido nas redes sociais como médica ginecologista e que o registro dela não foi encontrado. Porém, o Conselho Regional de Medicina do Pará diz que a médica é registrada.

Médica excluiu conteúdos

Dias após a repercussão negativa nas redes sociais, a médica excluiu os conteúdos enganosos do Instagram e alterou o perfil para privado. No momento da publicação desta reportagem, todos os perfis das redes sociais de Lana haviam sido deletados.

Relembre o caso

Lana Tiani Almeida da Silva viralizou nas últimas semanas ao postar um vídeo no Instagram afirmando que o câncer de mama não existe e que o exame de mamografia causava uma séria inflamação nas mamas, pedindo para que as mulheres não o fizessem mais.

“Esqueça Outubro Rosa. Câncer de mama não existe. Sou a doutora Lana Almeida, médica integrativa, especialista em mastologia e ultrassonografia das mamas. Por isso, venho falar para vocês que câncer de mama não existe. Então, esqueçam Outubro Rosa. Esqueçam mamografia”, dizia parte do vídeo.

O vídeo de Lana foi visto por milhares de pessoas e compartilhado por aplicativos de mensagens.

Reprodução: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/11/04/medica-paraense-que-postou-fake-news-sobre-cancer-de-mama-e-alvo-de-acao-civil-publica.ghtml. Acesso: 07, novembro, 2024.