Twitter é obrigado a fornecer dados de usuário que ofendeu Sarah Andrade

Perfil fake comparou a ex-sister do BBB21 a “ratazana, vaca, doente, sem caráter, vadia ordinária e cretina”

Sarah Andrade participou do Big Brother Brasil 21 (Reprodução Instagram)

Danilo Reenlsober Repórter do EM OFF 05/08/2021 12h12

A Justiça determinou que o Twitter forneça os dados de um perfil fake que ofendeu

Segundo o advogado Guilherme Belarmino, que defende a influenciadora, a “internet não é terra sem lei e seus usuários têm que saber que existem limites a serem observados“. “Não podemos concordar com o ‘tribunal de cancelamento’ estabelecido nas redes sociais, onde destroem a vida e a reputação de uma pessoa em segundos. Ofensa é crime e pode ensejar condenação tanto na esfera penal como cível e a justiça está apta para localizar e condenar os ofensores“, disse.

Em sua decisão, o desembargador Alcides Leopoldo determinou que a plataforma “informe os registros de acesso nos autos principais relativos às URLs informadas, no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 500,00, até o limite inicial de R$ 5.000,00“. No processo, o Twitter havia informado que “nega ter ciência” da identidade real do usuário falso que xingou a especialista em marketing.

A tutela de urgência foi negada pelo juízo de origem, sob o fundamento de que o conteúdo exposto na inicial, embora de mau gosto, “parece não ultrapassar os limites da livre expressão e manifestação do pensamento“. O magistrado de 1ª instância aduziu, ainda, que as publicações, ao mesmo tempo que ofensivas, trazem contornos nitidamente cômicos e fantasiosos, circunstâncias que deixam claro aos demais usuários sua natureza pouco séria.

A defesa de Sarah Andrade, no entanto, recorreu dessa decisão e disse que a liberdade de expressão e de pensamento não permite imputar ou comparar qualquer ser humano como “ratazana, vaca, doente, sem caráter, vadia ordinária, cretina, suja dissimulada, imunda, leitada“. Na ocasião, o perfil fake também escreveu que a ex-sister “se masturbou umas quinhentas vezes pensando no Renan Bolsonaro”.

O advogado Guilherme Belarmino afirmou também que a influenciadora está “sendo vítima de ataques desonrosos consistentes na divulgação de postagens com ofensas pessoais, agressões e imputações ilícitas, em tese, criminosas, por parte de usuário desconhecido“. O pedido da ex-BBB foi acolhido pelo desembargador Alcides Leopoldo.

Em sua decisão, o magistrado apontou que a influenciadora e especialista em marketing tem o direito de ter acesso às informações de conexão do acusado. “Assiste direito à agravante em obter do provedor de hospedagem, o fornecimento de registros de conexão ou de registros de acesso a aplicações de internet, necessários à identificação do usuário“.

Reprodução: https://emoff.ig.com.br/famosos/twitter-e-obrigado-a-fornecer-dados-de-usuario-que-ofendeu-sarah-andrade/

“Muito Prazer”: Pocah tem vídeo censurado no YouTube

Cantora se disse revoltada em declaração exclusiva ao POPline

quarta-feira, 04 de agosto de 2021.

Pocah. Foto: Instagram

Pocah teve o clipe de “Muito Prazer“ censurado no YouTube, nesta sexta-feira (30/07). Com menos de 24h de lançamento, o vídeo, que retrata e empodera ainda mais a liberdade sexual da mulher, como entregou a própria cantora, foi classificado como conteúdo adulto pela plataforma. A notícia foi confirmada pela funkeira ao POPline, relatando que, em seu ponto de vista, a produção, que leve assinatura do diretor Rafael Costakent, “não tem nada de mais”.

“Censura. O vídeo foi classificado como conteúdo adulto. Não tem nada de mais”, declarou ela. Com isso, o novo trabalho da artista fica proibido para menores de 18 anos no YouTube, o que reduz o alcance e a divulgação de “Muito Prazer”. No Instagram, Pocah aparece visivelmente abalada, e relata o ocorrido.

Muito Prazer
Foto: Ernna Cost

“Eu estou muito arrasada e muito triste. E assim a música se perder e se perde a mensagem principal que é a liberdade da mulher. Que ironia, não? É o clipe meias caro da minha carreira, trabalho lindo do qual eu estou muito orgulhosa e falo sobre o prazer feminino. Em 2021, e uma mulher não pode falar sobre seus prazeres, porque assusta. E não é com todo mundo que isso acontece. É bem seletivo”, declarou ela.

Ela ainda ressaltou que se depara todo dia com conteúdos impróprios e bem perigosos para a democracia circulando livremente na plataforma de vídeos “Mais do que tristeza é revolta. Lá no YouTube tem uma monte de canais preconceituosos e racistas, propagando fake news e não são censurados”, disse ela.

Para trazer essa experiência, o cenário escolhido é mais limpo, ressaltando a beleza e os movimentos corporais de Pocah e das dançarinas que estão com ela. Os figurinos também chamam atenção, elaborados pelo stylist João Ribeiro.

É tudo muito diferente do que já fiz, com cenários e cores mais cleans. Eu queria algo mais elegante e que chamasse mais atenção para os movimentos e a beleza de todos os elementos que compõem o clipe”, ressalta Pocah.

Publicado em 30/07/2021 às 20:33

Reprodução: https://portalpopline.com.br/muito-prazer-pocah-tem-video-censurado-no-youtube/

Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de ‘conduta corrupta’ por cantar em ato pró-democracia

Ativista teria cantado duas músicas em uma manifestação há três anos. Segundo o jornal The Guardian, Wong foi liberado após pagamento de fiança.

quarta-feira, 04 de agosto de 2021.

Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de 'conduta corrupta' por cantar em ato pró-democracia  — Foto: Reprodução/Instagram
Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de ‘conduta corrupta’ por cantar em ato pró-democracia — Foto: Reprodução/Instagram

Anthony Wong, cantor e ativista de Hong Kong, foi preso nesta segunda-feira (2) acusado de “conduta corrupta”. Segundo o jornal The Guardian, ele é acusado de violar as leis por cantar em uma manifestação pró-democracia há três anos.

A prisão do artista é a mais recente ação oficial contra aqueles que se posicionam por uma maior democracia em território chines. O governo tem usado a lei de segurança nacional de 2020 para ampliar o controle sobre a cidade, que foi até 1997 uma colônia britânica.

A comissão independente de Hong Kong contra a corrupção afirmou em comunicado que Wong cantou duas músicas em uma manifestação de 2018 e incentivou os participantes a votarem no candidato pró-democracia Au Nok-hin em uma eleição.

O orgão de fiscalização disse ainda que fornecer bebidas e entretenimento aos eleitores em um evento eleitoral é “uma conduta corrupta e uma ofensa grave” contra o decreto eleitoral.

Segundo o The Guardian, alguns veículos locais informaram que o artista foi liberado após pagamento de fiança.

Repressão chinesa

Há três teve início uma uma onda de manifestações em Hong Kong que reivindicavam mais liberdade política e menos intervenção chinesa.

Como resposta, o governo chinês aprovou em 2020 uma lei de segurança nacional que tem sido usada para reprimir opositores ao regime comunista. Sem aval do parlamento de Hong Kong, ela foi incorporada à “Lei Fundamental” da cidade.

A lei, que visa reprimir o “separatismo”, o “terrorismo”, a “subversão” e o “conluio com forças externas e estrangeiras”, criminalizou grande parte da oposição e deu às autoridades amplos poderes de investigação.

A China afirma que a lei de segurança nacional é necessária para devolver estabilidade a Hong Kong. Críticos dizem que a repressão acabou com a promessa de que a cidade permaneceria com certas liberdades e autonomia após a sua devolução.

Em junho, o governo concedeu a um comitê de censura o poder de proibir qualquer filme que seja considerado uma ofensa à segurança nacional – um novo golpe para a liberdade política e cultural no território.

Publicado em 02/08/2021 08h37 – Atualizado há 2 dias

Reprodução: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/08/02/anthony-wong-cantor-de-hong-kong-e-preso-acusado-de-conduta-corrupta-por-cantar-em-ato-pro-democracia.ghtml

Olimpíada de Tóquio: as medalhistas chinesas investigadas por usar broches de Mao no pódio

quarta-feira, 04 de agosto de 2021.

Bao Shanju e Zhong Tianshi
Legenda da foto,A dupla chinesa venceu a Alemanha e a Rússia na disputa pelo ouro olímpico

O Comitê Olímpico Internacional (COI) diz que investiga duas ciclistas chinesas que, durante a cerimônia de premiação, usaram broches com a imagem de Mao Tsé-Tung, líder da Revolução Chinesa e fundador da República Popular da China.

Um porta-voz do COI disse que contatou o Comitê Olímpico Chinês para obter um relatório sobre o incidente.

Bao Shanju e Zhong Tianshi venceram uma prova de duplas de ciclismo na segunda (02/08). O uso do broche por elas pode significar uma violação das regras olímpicas, que vetam demonstrações políticas no evento internacional.

O Artigo 50 da Carta Olímpica diz que “nenhum tipo de protesto ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em qualquer dos recintos olímpicos ou em outras áreas”.

As regras foram flexibilizadas no mês passado para permitir que os atletas “expressassem suas opiniões” antes e depois de competirem, o que abriu caminho para atletas ajoelharem, em crítica ao racismo, sem sofrer sanções.

Mas a proibição continua para gestos e demonstrações durante as competições e nas cerimônias de entrega de medalhas.

broche de Mao
Legenda da foto,Uso dos broches pelas duas ciclistas pode ser considerado uma violação regras olímpicas.

Mao Tsé-Tung governou a China com mão de ferro de 1949 até a sua morte, em 1976. Ele é apontado como responsável por um dos maiores desastres humanitários da história, quando a campanha Grande Salto para Frente, que tinha o objetivo de modernizar a agricultura chinesa e a indústria, gerou um estado generalizado de fome e causou a morte de até 45 milhões de pessoas.

Questionado sobre os broches das ciclistas chinesas, o porta-voz do COI Mark Adams disse que o comitê está “avaliando a questão”.

O COI também está investigando a atleta americana de arremesso de peso Raven Saunders, que fez um X com os braços quando recebeu a medalha de prata.

Saunders, que é negra e gay, disse que o gesto representa a “intersecção onde todos os oprimidos se encontram”.

O COI pediu mais detalhes sobre o episódio ao time dos Estados Unidos. Saunders recebeu amplo apoio por seu gesto, inclusive dos organizadores do Comitê Olímpico dos EUA. O COI disse que levaria isso em consideração na sua decisão.

Broches de Mao

Bilhões de broches de Mao foram produzidos na China nos anos 1960. O volume era tão grande que eventualmente a sua fabricação teve que ser restrita porque estava consumindo importantes suprimentos de metal.

Eles eram usados durante a Revolução Cultural da China, para demonstrar lealdade a Mao, mas continuam sendo populares. O atual líder da China, Xi Jinping, tentou evocar a imagem de Mao usando um terno cinza que ganhou fama com ex-líder, num evento em comemoração ao centenário de fundação do Partido Comunista.

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Imprensa estatal chinesa destaca fervor por Mao – e depois deleta postagem

Por Kerry Allen, analista sobre China da BBC News

Na segunda, o veículo de imprensa estatal chinês Global Times postou uma foto no Twitter das duas ciclistas que ganharam o ouro. O tuíte dizia que “Zhong Tianshi e Bao Shanju estavam usando broche de Mao durante a cerimônia de entrega da medalha”.

Após uma hora, o post foi apagado. Ativistas logo começaram a criticar o jornal e as atletas, acusando-as de promover simbolismo político na Olimpíada.

Um post parecido na conta do Weibo (rede social chinesa) do mesmo jornal dizia: “Vejam! Mao está no peito das campeãs”. Ele também foi deletado, mas só depois de ficar no ar por seis horas e atrair mais de 10 mil likes.

O Global Times tem mais de 30 milhões de seguidores no Weibo. Portanto, muitos na China logo ficaram sabendo do uso do broche.

Isso acendeu muitos debates. Alguns disseram ser admirável que jovens atletas chineses queiram reconhecer a história do país. Outros afirmaram ser uma “benção” que a nova geração queira homenagear seus predecessores.

O legado de Mao Tsé-Tung é tão fortemente sedimentado na China e encapsulado na educação, cultura e filmes que alguns disseram que as duas ciclistas seriam “as guerreiras nacionais” da atualidade.

No entanto, diante da herança controversa de Mao, outros comentários foram bem mais críticos. Alguns expuseram que o jornal deletou os posts e perguntaram se o veículo de imprensa estava “com medo” de que houvesse consequências para as atletas.

Vários fizeram referência à Revolução Cultural e uma pessoa chamou o gesto das atletas de “ignorante”, o que mostra que nem todos têm uma visão favorável da era Mao.

Reprodução: https://www.bbc.com/portuguese/geral-58079432

Polícia investiga pastora que disse ‘parem de postar coisa de preto, de gay’

Vídeo com a pregação repercutiu nas redes sociais

quarta-feira, 04 de agosto de 2021.

Karla Cordeiro
Vídeo de Karla Cordeiro repercutiu nas redes sociais – Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio abriu um inquérito para investigar a fala da pastora Karla Cordeiro, conhecida como Kakau, durante uma pregação em Nova Friburgo que repercutiu nas redes sociais nesta semana. Nas imagens, Kakau, que integra a igreja Sara Nossa Terra, diz que os fiéis devem parar de levantar bandeiras políticas, de pessoas pretas e gays. 

“A nossa bandeira é Jeová Nissi, é Jesus Cristo, ele é a nossa bandeira. Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay. Para. Posta a palavra de Deus que transforma vidas”, diz a mulher durante a pregação.

Em entrevista ao G1, o delegado Henrique Pessoa, da 151ª DP, disse que há um teor “claramente racista e homofóbico” na fala de Kakau. O crime de intolerância tem pena de 3 a 5 anos de reclusão.

Após a repercurssão do vídeo, Karla Cordeiro se manifestou nas redes sociais e pediu desculpas pelos termos usados durante a pregação.

“Fui infeliz nas palavras escolhidas e quero afirmar que não possuo nenhum tipo de preconceito contra pessoas de outras raças, inclusive meu próprio pastou é negro, e nem contra pessoas com orientações sexuais diferentes da minha, pois sou próxima de várias pessoas que fazem parte do movimento LGBTQIA+”, afirmou.

Na nota, Karla diz que a intenção era afirmar a necessidade de focar em Jesus Cristo e reproduzir seus ensinamentos. Ela reforçou que os termos que usou não expressam a opinião de seu pastor nem da igreja.

Reprodução: https://www.otempo.com.br/brasil/policia-investiga-pastora-que-disse-parem-de-postar-coisa-de-preto-de-gay-1.2522044

Apple remove “Tinder dos antivacina” da App Store


PORLUIZ GUSTAVO RIBEIRO
02/08/2021 • 09:17

Apple removeu da App Store um aplicativo destinado aos chamados antivacina (antivaxx), em uma tentativa de impedir a disseminação de informações incorretas sobre o novo Coronavírus (COVID-19). As informações são da Bloomberg.

O app Unjected foi lançado em maio e promove encontros entre usuários que apoiam a “autonomia médica e a liberdade de expressão” — por isso ele é chamado de “Tinder dos antivacina”.

Mais recentemente, o app implantou um feed — semelhante ao do Facebook — o qual permitia que usuários publicassem conteúdos próprios, o que se tornou uma dor de cabeça para o desenvolvedor do aplicativo, Shelby Thomson.

Uma análise conduzida pelo Google considerou que o app “policiava de forma insuficiente” o conteúdo gerado pelos usuários. De acordos com emails vistos pela Bloomberg, o Google citou publicações sobre as vacinas contra a COVID-19 — incluindo alegações de que eram “modificadores do gene mRNA experimental” —, bem como menções a microchips e rastreamento.

Depois da pressão do Google, o desenvolvedor removeu o feed do aplicativo. No entanto, outros elementos do aplicativo permaneceram inalterados, incluindo salas de bate-papo e um banco de dados de tipos sanguíneos de usuários.

Depois de ser contatada pela Bloomberg, a Apple retirou o aplicativo da App Store. Em um email para o desenvolvedor, a Maçã disse que o aplicativo “refere-se inadequadamente à pandemia da COVID-19 em seu conceito ou tema”.

A Apple originalmente desaprovou o Unjected durante o processo de revisão inicial e aprovou o aplicativo depois que ele fez alterações para cumprir as políticas da COVID-19. Desde então, os desenvolvedores fizeram declarações externas para seus usuários, bem como atualizações que mais uma vez o deixaram fora de conformidade. Isso é uma violação de nossas diretrizes, que deixam claro: “Se você tentar enganar o sistema, seus aplicativos serão removidos da loja.”

Ícone do Unjected

O Unjected é pequeno em comparação às redes sociais mais populares — com cerca de 18.000 downloads, de acordo com a Apptopia. No entanto, essa situação mostra que a Apple e o Google não tolerarão aplicativos que intencionalmente aceitem e encorajem conteúdos falsos — mesmo que não estejam produzindo esse material diretamente.

Reprodução: https://macmagazine.com.br/post/2021/08/02/apple-remove-tinder-dos-antivacina-da-app-store/

Polícia de Hong Kong prende homem por vaiar hino chinês nos Jogos Olímpicos

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

A polícia de Hong Kong informou, nesta sexta-feira, a detenção de um homem depois que espectadores vaiaram o hino chinês e entoaram palavras de ordem a favor de Hong Kong, enquanto assistiam aos Jogos Olímpicos de Tóquio em um shopping no início da semana.

“Quando tocou o hino nacional no shopping, teve gente que ergueu aberta e deliberadamente a bandeira colonial de Hong Kong, e até encorajou outras pessoas a vaiarem, gritarem slogans e insultarem o hino”, disse uma porta-voz da polícia à imprensa.

Segundo a polícia, um homem de 40 anos foi detido. Essas ações foram uma “incitação ao ódio e uma politização do esporte”, acrescentou a porta-voz.

Espectador erguendo a bandeira colonial de Hong Kong. (Foto: Isaac Lawrence/AFP)

Hong Kong tem seu melhor desempenho em Jogos Olímpicos com a conquista da medalha de ouro na esgrima por Edgar Cheung, e as duas pratas, na natação de Siobhan Haughey.

O sucesso esportivo coincide com tempos difíceis para a ex-colônia britânica que foi reintegrada à China em 1997. A potência asiática colocou em prática uma violenta repressão aos dissidentes políticos em resposta às gigantescas, e muitas vezes violentas, manifestações pró-democracia de dois anos atrás.

“Somos Hong Kong”

Centenas de torcedores se reuniram em um shopping na noite da última segunda-feira para assistir à vitória de Cheung. Na cerimônia da medalha, alguns torcedores vaiaram o hino nacional chinês e gritaram “Somos Hong Kong”, o que foi transmitido pela televisão.

“Somos Hong Kong” é uma canção comumente cantada pelos torcedores de futebol de Hong Kong. Muitos deles se identificam com a cultura cantonesa, em oposição ao mandarim falado na China continental.

As autoridades promulgaram novas leis no ano passado, proibindo qualquer insulto ao hino nacional e à bandeira chinesa, justificando-as com a atitude dos torcedores de futebol de Hong Kong.

A ex-colônia foi devolvida por Londres a Pequim em 1997. O acordo pretendia garantir por 50 anos no território liberdades desconhecidas no restante da China. Graças a essa semiautonomia, a cidade foi durante muito tempo um símbolo da liberdade de expressão, ao contrário do restante do país.

AFP – São Paulo,SP

30-07-2021 13:39:58

Reprodução: https://www.gazetaesportiva.com/olimpiadas/policia-de-hong-kong-prende-homem-por-vaiar-hino-chines-nos-jogos-olimpicos/

Norte-americana faz protesto em pódio olímpico: ‘Pelas pessoas oprimidas’

segunda-feira, 02 de junho de 2021.

Raven Saunders faz gesto de protesto no pódio do arremesso de peso - Hannah Mckay/Reuters

Raven Saunders faz gesto de protesto no pódio do arremesso de pesoImagem: Hannah Mckay/Reuters

Colaboração para o UOL, de São Paulo 02/08/2021 02H09

Raven Saunders, atleta dos Estados Unidos no arremesso de peso, se manifestou no pódio ao erguer os braços em forma de X após receber sua medalha de prata.

Ela já havia chamado atenção, no sábado, por aparecer no estádio com uma máscara do personagem Coringa. Aos jornalistas na zona mista, Saunders afirmou que o gesto foi direcionado a todas as “pessoas oprimidas”.

Saunders não foi a única atleta norte-americana a se manifestar neste domingo. Pouco depois dela, na esgrima, Race Imboden apareceu com um X desenhado na mão direita enquanto segurava a medalha de bronze conquistada por equipes.

O gesto no pódio gerou um impasse entre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC), segundo informa o jornal The New York Times.

Os atletas olímpicos são orientados a não fazer manifestações políticas durante os Jogos, mas as duas instituições têm opiniões conflitantes a respeito do assunto.

O USOC diz que não punirá atletas que exerçam seus direitos de liberdade de expressão, desde que não propaguem discursos de ódio. Já o COI entende o gesto de Sanders como uma violação à proibição de manifestações políticas no pódio ou durante as competições.

Minutos após a manifestação da atleta, o porta-voz do COI Mark Adams declarou que qualquer decisão sobre punição caberá ao comitê olímpico dos Estados Unidos.

Jon Mason, que responde ao USOC, disse depois que o COI assumiu o caso e tratará do assunto na entrevista coletiva diária desta segunda-feira (2).

Ravens Saunders possui um histórico de engajamento social dentro e fora das competições. Ela fala abertamente sobre questões raciais e saúde mental – a atleta já enfrentou a depressão anos atrás.

No sábado (31), ela competiu as qualificatórias do arremesso de peso e posteriormente postou em seu Instagram: “Se você é negro, LGBTQIA+ ou está passando por dificuldades psicológicas, essa é para você!”

Reprodução: https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/02/norte-americana-faz-protesto-no-podio-pelas-pessoas-oprimidas.htm

Weber dá 10 dias para Bolsonaro explicar bloqueio a jornalistas no Twitter

Levantamento da Abraji identificou que o presidente da República bloqueou 71 contas de jornalistas no Twitter

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

Internet/Reprodução

A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, deu 10 dias para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manifestar sobre o bloqueio contra 71 jornalistas na conta oficial dele no Twitter.

“Notifique-se a autoridade impetrada para que preste informações, no prazo de dez dias, como providência prévia ao exame do pedido de liminar”, assinalou ela, no âmbito do mandado de segurança (MS) 38097, ingressado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) na última terça-feira (27/7).

A Abraji entrou com o mandado de segurança após identificar 265 bloqueios realizados por autoridades públicas contra 133 jornalistas. Só o atual mandatário da República foi responsável por 71.

“À luz da assiduidade com que o presidente da República faz uso do Twitter para informar atos de governo, a sua conta oficial reveste-se de interesse público, devendo ser amplamente acessível, aos membros da imprensa e ao público em geral, sem quaisquer restrições ou embaraços”, assinalou a Abraji, na petição inicial.

Reprodução: https://www.metropoles.com/brasil/justica/weber-da-10-dias-para-bolsonaro-explicar-bloqueio-a-jornalistas-no-twitter

Aesp e Abert repudiam requerimento de Renan Calheiros sobre a Jovem Pan na CPI da Covid

Em nota, entidades ressaltaram o trabalho da emissora e classificaram o episódio como uma “afronta à liberdade de expressão”

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

Senador fez pedido de quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) se uniram para repudiar o requerimento de quebra de sigilo bancário da Rádio Jovem Pan, feito pelo senador Renan Calheiros na CPI da Covid-19. A AESP ressaltou que a emissora está há quase 80 anos “cumprindo o papel de informar a população” e que tentativas do gênero vão contra a liberdade de imprensa. “Lembramos que a CPI tem como objetivo investigar ações e eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil, e qualquer tentativa de intimidação ao trabalho da imprensa é uma afronta à liberdade de expressão, direito garantido pela Constituição Brasileira”, afirmou a AESP, que concluiu: “Esperamos que sejam observados a liberdade de imprensa e o Estado Democrático de Direito”.

Por Jovem Pan em 01/08/2021 às 22h17

Reprodução: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/aesp-e-abert-repudiam-requerimento-de-renan-calheiros-sobre-a-jovem-pan-na-cpi-da-covid.html