Canal bolsonarista Terça Livre volta ao ar no YouTube após nova decisão judicial

Determinação provisória prevê retorno dos canais do Terça Livre na plataforma sob multa de R$ 10 mil por dia. Conta no site pertence a Allan dos Santos, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

Allan dos Santos (à esquerda), durante operação da Polícia Federal contra fake news em maio de 2020. — Foto: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO
Allan dos Santos (à esquerda), durante operação da Polícia Federal contra fake news em maio de 2020. — Foto: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça de São Paulo determinou na última quarta-feira (21) que o YouTube, plataforma que pertence ao Google, coloque o canal bolsonarista “Terça Livre” de volta ao ar.

A conta no site é mantida por Allan dos Santos, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um inquérito que apura a propagação de fake news.

A decisão tem caráter liminar (provisório) e foi expedida pelo desembargador Mathias Coltro, da 5ª Câmara de Direito Privado do TJ, e deve ser cumpria sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.

O canal foi desativado pela primeira vez em fevereiro deste ano por violar as diretrizes da plataforma. Alguns dias depois, o desembargador Coltro despachou uma liminar que determinava o retorno do perfil.

Na semana passada, uma nova decisão da Justiça retirou o canal do ar outra vez. Agora, o YouTube restabeleceu os acessos e o perfil deve seguir disponível até o julgamento da apelação.

Decisão

Ao determinar a retomada do canal, o desembargador disse que o perfil está no ar há mais de 6 anos, com mais de um milhão de inscritos e 8 mil membros assinantes, “além de contar com uma equipe de 50 funcionários e ter inúmeras contas a pagar” e que mantê-lo indisponível seria “desproporcional”.

A argumentação foi semelhante a da primeira liminar, emitida em fevereiro.

Ao G1, a assessoria de imprensa do YouTube informou na semana passada que, após a eleição do presidente Joe Biden, nos Estados Unidos, o canal publicou um vídeo em que contestava o resultado das urnas. O vídeo foi desativado por violar a política “de integridade das eleições presidenciais” da plataforma.

Após a penalização, o Terça Livre usou um outro canal na rede social para publicação de vídeos e, então, como penalidade, os dois perfis foram desativados da plataforma, disse a assessoria.

Na época, a defesa do blogueiro alegou no processo que a decisão de retirar do ar todos os vídeos dos canais foi “unilateral” e “arbitrária” e que tentou contato com a empresa para obter a restauração dos vídeos, mas não teve retorno.

Procurado pelo G1, o YouTube confirmou que restabeleceu o canal por conta da decisão judicial.

“Continuaremos trabalhando para demonstrar ao Tribunal que as medidas adotadas pelo YouTube estão em linha com nosso esforço em preservar as regras aceitas por todos os nossos usuários e em garantir um ambiente seguro para todos na plataforma”, disse a empresa.

Investigado pela PF

Allan dos Santos é alvo da Suprema Corte que apura ataques ao STF por meio de propagação de conteúdo falso na internet, as chamadas fake news. O outro inquérito em andamento no qual o blogueiro também é alvo apura o financiamento de atos antidemocráticos.

Nos dois casos, Allan dos Santos nega envolvimento em irregularidades. No inquérito das fake news, o blogueiro diz que a investigação é “inconstitucional” e chegará à conclusão que ele “vive dos produtos que vende”.

O blogueiro também já foi alvo de operações da Polícia Federal. Em 2020, ele anunciou que deixou o Brasil, mas não divulgou onde está morando.

(CORREÇÃO: ao ser publicada, esta reportagem errou ao afirmar que um novo canal foi criado para publicação de vídeos. Foi usado um canal que já existia. A informação foi corrigida às 17h50 desta sexta-feira, 23)

Por Alessandro Feitosa Jr, G1

22/07/2021 16h22  Atualizado há uma semana

Reprodução: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2021/07/22/canal-bolsonarista-terca-livre-volta-ao-ar-no-youtube-apos-decisao-judicial.ghtml

Pastor será investigado por vídeo contra ideologia de gênero

Pr. Jorge Linhares foi intimado pelo MP de Minas Gerais

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

Pastor Jorge Linhares Foto: Reprodução

Após declarações contra a ideologia de gênero, o pastor Jorge Linhares recebeu uma intimação e terá que comparecer no Ministério Público de Minas Gerais, na próxima segunda-feira (02).

O religioso, que também é diretor geral do Colégio Batista Getsêmani, será investigado por causa de um vídeo que foi caracterizado como “discriminação de identidade de gênero” e enquadrado pela OAB como “discurso de ódio”.

No vídeo, que não foi produzido por alunos da instituição, crianças defendem os gêneros masculino e feminino. O conteúdo foi compartilhado pela escola em 28 de junho e pertence ao canal O Mundo de Otávio, do YouTube.

O Colégio Batista Getsêmani foi acusado de homofobia, conduta que pode ser criminalizada.

Segundo informações do portal G1, o MP disse que as investigações começaram assim que a Promotoria de Direitos Humanos recebeu o vídeo.

Os depoimentos dos responsáveis pela escola serão analisados para identificar se cabe propor medida reparatória.

Na sexta-feira (30), o pastor disse ao Pleno.News que Deus nunca erra.

– A Igreja vai sempre se posicionar porque é o grande baluarte, a grande coluna, e não pode temer nada. (…) A Igreja sempre vai saber defender-se, nunca vai ficar atacando, mas estará sempre pronta a responder à altura. Então, nós nos posicionamos segundo o que a Palavra de Deus diz. Por isso, que reis passaram, dinastias passaram, exércitos caíram, guerras e mais guerras com vitoriosos logo depois se tornaram derrotados. (…) A Palavra de Deus permanece para sempre, então não tem luta que não tenha vitória. E essa é uma grande luta para uma vitória muito maior. Homem é homem, mulher é mulher, menino é menino, menina é menina. Deus nunca erra.

Publicado no portal Pleno.News – 31/07/2021 17h04 | atualizado em 31/07/2021 17h06

Reprodução: https://pleno.news/fe/pastor-sera-investigado-por-video-contra-ideologia-de-genero.html

Atleta de Belarus é levada para aeroporto após criticar governo de seu país

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

DEMÉTRIO VECCHIOLI

Do UOL, em Tóquio (Japão)*

Krystsina Tsimanouskaya, uma das esportistas que representam Belarus nos Jogos Olímpicos, foi retirada de seu quarto e enviada ao aeroporto de Tóquio dias após criticar a “negligência” de treinadores de seu país. As informações são de jornais como The Telegraph e The Sun, além da Reuters.

De acordo com os veículos, a corredora foi levada ao local por membros da delegação do país do leste europeu (antiga Bielorrússia), que é comandado pelo ditador Aleksandr Lukashenko desde 1994. Ela tem medo de sofrer um sequestro caso saia da capital japonesa.

O Comitê Olímpico da Bielorrússia disse em um comunicado que os treinadores decidiram retirar Tsimanouskaya dos Jogos por conselho dos médicos sobre seu “estado emocional e psicológico”.

Ao chegar no aeroporto, Krystsina, segundo a Reuters, procurou a polícia e disse que não gostaria de voltar para Belarus de maneira forçada. Ela estaria tentando pedir asilo em meio à polêmica.

Uma fonte da Belarusian Sport Solidarity Foundation, que apoia atletas presos ou marginalizados por suas opiniões políticas, disse que Tsimanouskaya planejava pedir asilo na Alemanha ou na Áustria na segunda-feira.

No Twitter, o jornalista Matthew Luxmoore, da Radio Free Europe, publicou um vídeo da corredora. “Estou pedindo ajuda ao Comitê Olímpico Internacional, eles [membros da delegação de Belarus] estão tentando me tirar do país sem meu consentimento”, disse ela.

A atleta, até o momento, está escalada por seu país para disputar a prova dos 200m, programada para acontecer amanhã.

Em comunicado, os responsáveis pelos Jogos afirmaram estar “cientes dessas notícias e estamos trabalhando com o COI para ver mais esclarecimentos”.

Posteriormente, em publicação nas redes sociais, o COI disse que vai manter as conversas com as autoridades para “determinar os próximos passos.

“O COI e Tóquio-2020 falaram com Krystsina Tsymanouskaya diretamente esta noite. Ela está com as autoridades no aeroporto de Haneda e atualmente está acompanhada por um membro da equipe da Tóquio-2020. Ela nos disse que se sente segura”, diz o comunicado.

“O COI e Tóquio-2020 continuarão suas conversas com Krystsina Tsymanouskaya e as autoridades para determinar os próximos passos nos próximos dias”, acrescenta.

Atleta criticou ‘negligência’ de treinadores nas redes sociais

Tsimanouskaya, de 24 anos, disse que foi afastada da equipe “pelo fato de ter falado no meu Instagram sobre a negligência dos nossos treinadores”.

Ela reclamou no Instagram que foi inscrita no revezamento 4×400 m depois que alguns membros da equipe foram considerados inelegíveis para competir nas Olimpíadas porque não haviam se submetido a uma quantidade suficiente de testes de doping. “Algumas de nossas garotas não voaram aqui para competir no revezamento 4×400 m porque não tinham testes antidoping suficientes”, disse Tsimanouskaya à Reuters do aeroporto.

“E o treinador me adicionou ao revezamento sem meu conhecimento. Falei sobre isso publicamente. O treinador principal veio até mim e disse que havia uma ordem de cima para me remover.”

Tsimanouskaya acrescentou que havia procurado membros da diáspora bielorrussa no Japão para resgatá-la no aeroporto. A líder oposicionista bielorrussa exilada, Sviatlana Tsikhanouskaya, pediu ao COI que aceite o caso do atleta.

*Com informações da Reuters.

Publicado 01/08/2021 11H0- ATUALIZADA EM 01/08/2021 23H50

Reprodução: https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/01/atleta-belarus-toquio-kryscina-tsimanouskaya.htm

Desembargador retira censura a exposição em Juiz de Fora: ‘Liberdade de expressão’

Juiz de primeira instância havia decretado retirada de painéis após ação de vereador bolsonarista, que alegava que viu “peça de propaganda comunista” em uma imagem de 2003 que mostra FHC e Lula

segunda-feira, 02 de agosto de 2021.

Por Clara Assunção | RBA

Desembargador apontou que não houve dano ao patrimônio público e ressaltou que a retirada das imagens “implicará supressão total do direito à manifestação de pensamento e à liberdade de expressão, artística e cultural”

São Paulo – O Tribunal de Justiça de Minas Gerais suspendeu a decisão de primeira instância que determinava a retirada de painéis da exposição “Democracia em Disputa” da fachada do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, no município de Juiz de Fora, no interior do estado. De acordo com o desembargador Maurício Torres Soares, em decisão divulgada nesta quinta-feira (29), a exposição e as obras devem ser mantidas até a data prevista de término do evento, em 31 de agosto. 

Promovida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Democracia e Democratização da Comunicação (INCT/IDDC), a exposição estava em cartaz desde o dia 17. Mas foi suspensa, quatro dias depois, pela 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias Municipais da Comarca da cidade mineira, após ação do vereador Sargento Mello Casal (PTB), apoiador do presidente Jair Bolsonaro e opositor em Juiz de Fora da prefeita, Margarida Salomão (PT). 

O vereador acusava que a instalação não poderia ocorrer na fachada daquele centro cultural, cuja sede é um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico. A argumentação foi acolhida pelo juiz de primeira instância Marcelo Alexandre do Valle Thomaz, que deferiu a ação, alegando que os painéis fotográficos constituem “engenhos de publicidade”. Segundo o magistrado, as imagens mostradas “aviltam o patrimônio público”. 

Alvo de desinformação

Logo após a primeira decisão, a prefeitura de Juiz de Fora e a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage recorreram. Os órgãos denunciam que a questão do direito urbanístico e de proteção ao patrimônio público, citado pelo vereador na ação, na “realidade não passa de discurso político de repúdio aos movimentos progressistas”. “E, especialmente, ao governo municipal”, citam. De acordo com a prefeitura, a exposição passou a ser alvo por conta de uma foto específica que registra a passagem da faixa presidencial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2003. 

A imagem despertou a ira de bolsonaristas da cidade que passaram a acusar toda a exposição de ser “propaganda comunista financiada por uma prefeitura da PT”. A exposição, contudo, conta com dezenas imagens desde 1964 até 2021, que marcam episódios da história para a construção das instituições políticas brasileiras. 

“Em nítido viés artístico e historiográfico” e “não de engenho de publicidade”, segundo a administração municipal. No instrumento de agravo, a prefeitura e a fundação acrescentaram que “não houve dano ao bem tombado com a colocação dos painéis. Inclusive, a escolha da exposição a céu aberto foi de natureza sanitária, para evitar aglomerações em locais fechados em virtude da pandemia”, sustentam.  

Liberdade de expressão

Os argumentos foram acolhidos pelo desembargador que deu razão às instituições, apontando que não houve qualquer dano ao patrimônio cultural. “Vez que somente atinge algumas janelas do pavimento superior”, descreveu. Na decisão, o magistrado ressaltou que a exposição possui termo final e que a colocação das fotografias “não importarão em lesão à fachada protegida”. 

Por outro lado, a determinação de retirada das imagens, segundo Soares, “implicará supressão total do direito à manifestação de pensamento e à liberdade de expressão, artística e cultural”. “Assim, no exercício de sopesamento entre os direitos fundamentais aqui conflitantes, há que se ressaltar a primordial importância da livre exposição da opinião”, concluiu, sentenciando. 

Ainda cabe recurso, mas Margarida Salomão comemorou a manutenção imediata do evento. “A decisão apenas confirma o que afirmamos desde o início: a exposição é de caráter evidentemente democrático, de cunho artístico e não provoca dano ao patrimônio público. Nada justificaria a censura, ameaça que pairou sobre ela.Ao cabo, o caso apenas confirma a própria nomenclatura da exposição. E, para nossa alegria, nessa disputa a democracia sai como vitoriosa”, escreveu a prefeita pelas redes sociais. 

A exposição

A exposição “Democracia em Disputa” integra a programação da 73ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. O evento é realizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A instalação ainda percorrerá diversas cidades do Brasil e do Mundo, com destacada valorização pela sua relevância. Desde 2017, o INCT/IDDC reúne pesquisadores de renome nacional e internacional para aprofundar a discussão sobre a democracia brasileira.

Publicado 29/07/2021 – 14h42

Reprodução: https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2021/07/desembargador-derruba-censura-a-exposicao-em-juiz-de-fora-liberdade-de-expressao/

Rede pede para Bolsonaro ser multado em R$ 500 mil sempre que falar em fraude

Partido afirma que Bolsonaro não apresentou irregularidades, somente argumentos de “baixa densidade”

Partido quer que Bolsonaro seja multado sempre que falar em fraude eleitoral. Sergio Lima/Poder 360 – 5 jun. 2021.

TIAGO ANGELO 30.jul.2021 (sexta-feira) – 17h02

A Rede Sustentabilidade solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta 6ª feira (30.jul.2021) que o presidente Jair Bolsonaro seja multado em R$ 500 mil sempre que voltar a sugerir a existência de fraude no sistema eleitoral brasileiro. O processo tem como relator o ministro Gilmar Mendes.

Bolsonaro prometeu apresentar “prova bomba”sobre irregularidades nas urnas na 5ª feira (29.jul), durante sua live semanal. Acabou repetindo notícias falsas já desmentidas, e disse ter apenas “indícios” de fraude

“Frente ao absurdo ocorrido na data de ontem, imperativo que se coloque um freio nos anseios autoritários do senhor presidente da República”, diz o documento encaminhado ao Supremo. O partido também qualifica as declarações de Bolsonaro como sendo de “baixa densidade” argumentativa.

“Ao não apresentar ‘provas’, – e ao dizer que não as tem -, o presidente já está automaticamente incurso na cláusula de inexistência de provas, pelo que seria a hipótese de incidência da multa”, prossegue a solicitação.

Além de Bolsonaro, o partido pede que a multa de R$ 500 mil também seja aplicada caso seus interlocutores propaguem declarações sobre a existência de fraude eleitoral no sistema brasileiro.

LIVE

Na live de 5ª feira, Bolsonaro utilizou a maior parte de sua exposição para fazer críticas a opositores, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e para defender a adoção do voto impresso auditável.

Diferente do que disse que faria, o chefe do Executivo mudou o tom e não falou em “provas” de fraude. Afirmou que há “indícios fortíssimos ainda em fase de aprofundamento que nos levam a crer que temos que mudar esse processo eleitoral”. E completou: “Não temos provas, vamos deixar bem claro, mas indícios”.

Ele estava acompanhado de uma pessoa identificada apenas como “Eduardo, analista de inteligência”. Mais tarde, ao final da live, foi informado tratar-se de Eduardo Gomes, assessor especial da Casa Civil e coronel da reserva.

No meio da live presidencial, um vídeo de uma pessoa que se apresentou como Jeferson e “programador” foi reproduzido. Ele disse ser possível alterar o código fonte de uma urna eletrônica. Dessa forma, o eleitor votaria em um determinado candidato, e a foto correta apareceria na tela da urna. Mas no banco de dados seria registrado o voto para outro candidato. Não há evidências sobre essa possibilidade.

Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/justica/rede-pede-para-bolsonaro-ser-multado-em-r-500-mil-sempre-que-falar-em-fraude/). Acesso em 31 jul. 2021.

Nunes Marques aciona PGR contra professor e colunista Conrado Hübner

Segundo ministro do Supremo, articulista da Folha incorreu em crime contra a honra

Nunes Marques diz que críticas de Hübner configuram crime contra a honra. Reprodução Fellipe Sampaio/STF – 5 nov. 2020.

PODER360
23.jul.2021 (sexta-feira) – 19h46
atualizado: 24.jul.2021 (sábado) – 12h20

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu para a PGR (Procuradoria Geral da República) apurar supostos crimes contra a honra cometidos pelo professor da USP (Universidade de São Paulo) e colunista de assuntos jurídicos da Folha de S. Paulo Conrado Hübner.

Eis a (íntegra – 110 KB) do pedido de Nunes Marques, que anexou uma cópia de texto de Hübner publicado em 6 de abril de 2021.

Conforme apurou o Poder360, as solicitações estão com a Polícia Federal. A instituição investiga se de fato as manifestações consideradas ofensivas foram proferidas por Conrado Hübner. Esse é um procedimento padrão, ainda que as declarações tenham sido publicadas em jornal.

O magistrado foi criticado por Hübner quando deu uma liminar (decisão provisória) liberando cerimônias religiosas em todo o Brasil durante a pandemia. A autorização acabou derrubada dias depois pelo plenário do STF.

Na sua coluna na Folha de S.Paulo, Hübner escreveu em 6 de abril de 2021 (os trechos marcados em amarelo foram registrados dessa forma por Nunes Marques em seu pedido à PGR): “A decisão do ministro Kassio Nunes, tomada na noite de sábado, não foi improviso. O episódio não se resume a juiz mal-intencionado e chicaneiro que, num gesto calculado para consumar efeitos irreversíveis, driblou o plenário e encomendou milhares de mortes.

Hübner prossegue em seu texto de abril: “O STF oferece ao autocrata [Jair Bolsonaro] a alternativa peculiar do ‘basta um’: basta um Kassio Nunes para paralisar o tribunal. Se completar com um André Mendonça ou Augusto Aras, melhor ainda. O ‘soldado e o cabo‘ não vestem farda. O texto da decisão de Kassio Nunes é pura confusão gramatical de alguém não familiarizado com interpretação constitucional. Ou pura desfaçatez. Nem os precedentes citados se aplicam. Os múltiplos erros já foram listados por analistas […]
Kassio sujou as mãos do STF na cadeia causal do morticínio. Mas as mãos do STF não estavam limpas. A chicana é hábito compartilhado“.

Poder360 apurou que o ministro Nunes Marques considera que haverá possível condenação de Hübner por injúria. O magistrado acredita que essa atitude de exigir reparação contra ofensas na Justiça seja a mais apropriada –em contraponto ao caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que também atacou verbalmente o STF e sugeriu a volta do AI-5, e, por essa razão, teve sua prisão decretada em fevereiro de 2021 pelo ministro Alexandre de Moraes.

O professor Conrado Hübner já foi alvo de ação do próprio procurador-geral da República, Augusto Aras, também por crime contra a honra. O professor chamou Aras de “poste geral da República” e disse que o PGR ignora a Constituição e atua como “um servo” do presidente Jair Bolsonaro.

O professor foi representado por Aras também no Conselho de Ética da USP.

Nunes Marques confirmou o pedido em nota enviada ao Poder360. Leia abaixo na íntegra:

“O gabinete do ministro Nunes Marques confirma o pedido feito à Procuradoria Geral da República para apuração de eventuais crimes contra honra em coluna jornalística escrita pelo professor Conrado Hubner e publicada no jornal “Folha de S. Paulo”.

No texto, o professor usou adjetivos considerados inadmissíveis pelo magistrado e fez afirmações falsas, extrapolando a crítica construtiva e que podem configurar os crimes de calúnia, difamação e injúria.

O ministro Nunes Marques considera que os direitos à liberdade de expressão e de imprensa livre são fundamentais para a manutenção do regime democrático, mas, como já decidiu o próprio Supremo Tribunal Federal em diversas ocasiões, o abuso desses direitos também deve gerar responsabilização.”


Essa reportagem foi atualizada em 24.jul.2021 às 12h20 para o acréscimo de informações sobre a representação enviada à PGR e adição de uma nota do ministro Nunes Marques. 

Reprodução: https://www.poder360.com.br/justica/nunes-marques-aciona-pgr-contra-professor-e-colunista-conrado-hubner/. Acesso em 26 jul. 2021.

Randolfe Rodrigues apresenta queixa-crime contra Bolsonaro por difamação

Vice-presidente da CPI pede indenização de R$ 35 mil e exclusão de vídeo publicado nas redes sociais

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é vice-presidente da CPI da Covid no Senado; Bolsonaro publicou vídeo contra o senador. Reprodução Sérgio Lima/Poder360 – 5 mai. 2021.

MARIANA HAUBERT
20.jul.2021 (terça-feira) – 17h39

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, apresentou nesta 3ª feira (20.jul.2021) ao STF (Supremo Tribunal Federal) queixa-crime contra Jair Bolsonaro por difamação. Ele pede R$ 35.000 de indenização.

Ele afirma que o presidente quer ferir sua reputação ao dizer que o congressista estaria envolvido nas supostas irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana Covaxin. Leia a íntegra (557 KB) da queixa-crime apresentada.

Na 2ª feira (19.jul.2021), Bolsonaro publicou em suas redes sociais um vídeo de abril em que Randolfe defende a aprovação do uso emergencial do imunizante. “Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa”, escreveu o presidente.

Ele disse também que Randolfe e outros integrantes da CPI “tudo fizeram” via emendas para que governadores e prefeitos pudessem comprar vacinas “a qualquer preço, com o presidente da República pagando a conta”. “Com planos frustrados restou ao G-7 da CPI acusar ao Governo do que eles tentaram fazer”, disse.

O senador pede na ação que o vídeo seja removido das redes em até 12 horas a partir da concessão da medida liminar, sob pena de multa de R$ 10.000 por hora de descumprimento, e a proibição de novas publicações com o mesmo teor, também sob pena de multa de R$ 10.000 por cada publicação.

Randolfe pede ainda que Bolsonaro seja obrigado a se retratar por meio da publicação de texto em que se dirá que “são falsas as alegações de que o senador Randolfe Rodrigues queria comprar a vacina Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa e que negociou a quantidade de vacinas”. 

“Acabo de apresentar queixa-crime contra Bolsonaro por difamação, em razão de tentativa de ferir minha reputação mentindo sobre meu alegado envolvimento nos esquemas da Covaxin. Essa covardia de fake news precisa acabar!”, escreveu Randolfe em sua conta no Twitter. Ele diz que integrantes do governo é que estariam envolvidos no suposto esquema.

Reprodução Poder360.

Reprodução: https://www.poder360.com.br/congresso/randolfe-rodrigues-apresenta-queixa-crime-contra-bolsonaro-por-difamacao/. Acesso em 20 jul. 2021.

Olavo de Carvalho é condenado a indenizar Jean Wyllys em R$ 25 mil por fake news

Publicado em 15 julho, 2021 1:09 pm

Olavo de Carvalho – Foto: Reprodução/Youtube

O guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, foi condenado a pagar R$ 25 mil para o ex-deputado Jean Willys, a título de indenização por dano moral.

Olavo também terá de publicar uma retratação nas redes sociais, desmentindo suas postagens ligando Wyllys a Adélio Bispo, o autor da facada em Bolsonaro, sob multa diária de R$ 1 mil caso não publique.

A causa foi ganha pelo advogado João Tancredo.

Reprodução: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/olavo-de-carvalho-e-condenado-a-indenizar-jean-wyllys-em-r-25-mil-por-fake-news/. Acesso em 17 jul. 2021.

Rede social chinesa WeChat bane contas de conteúdo LGBTQIA+.

segunda-feira, 12 de julho de 2021.

Imagem de: Rede social chinesa WeChat bane contas de conteúdo LGBTQIA+

Dezenas de contas de usuários chineses foram banidas sem aviso prévio pela rede social WeChat, uma das maiores plataformas digitais do país. Segundo agências de notícias, todas realizavam publicações a respeito da temática LGBTQIA+.

De acordo com a Associated Press, os perfis eram de estudantes universitários, ativistas e membros de organizações não-governamentais. Os conteúdos publicados não aparentavam violar regras das rede e eram, em sua maioria, tópicos de debate a respeito da causa.

Como os perfis inteiros foram excluídos, fotos e publicações pessoais também foram removidas, mesmo sem referência aos temas. Vários dos estudantes preferiram não se identificar às reportagens por medo de retaliação.

Culpa do governo ou plataforma?

Os usuários atingidos alegam que foram censurados por falarem sobre temas considerados sensíveis na sociedade, acusando tanto o governo quanto a rede social de tentarem silenciar os discursos. E, apesar de não considerar a homossexualidade uma desordem mental desde 2001, a China ainda trata com rigidez falas e movimentos sobre o assunto.

WeChat

WeChat ainda não se pronunciou sobre o caso.

De acordo com a Reuters, entidades universitárias que debatem e lutam por direitos LGBTQIA+ não recebem apoio das instituições de ensino e são constantemente investigadas pelas autoridades. Entretanto, essa é a primeira vez que algo parecido ocorre com publicações em redes sociais.

O WeChat ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas algumas das contas suspensas agora direcionam para um aviso de que o perfil em questão “violou regulamentos sobre o gerenciamento de contas oferecendo um serviço de informação pública na internet da China”. O serviço, que pertence à gigante Tencent, é também um popular mensageiro e sistema de pagamentos digitais.

Publicado na data de 07/07/2021 às 21:30

Reprodução: https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/220682-rede-social-chinesa-wechat-bane-contas-conteudo-lgbtqia.htm

Homem é preso ao insultar PM e casal em bar: “não gosto de viado”

O caso aconteceu na tarde de ontem (10), numa choperia; homem desacatou policiais – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Por Viviane Oliveira | 11/07/2021 07:49

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol (Foto: arquivo / Campo Grande News) – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Homem de 41 anos foi  preso após insultar um casal gay, ameaçar funcionários e desacatar a Polícia Militar. O caso aconteceu na tarde de ontem (10), numa choperia de hipermercado, na Rua Brilhante, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande.

Conforme boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de perturbação de sossego e quando chegou ao local foi recebida pelo funcionário, de 26 anos. Ele relatou aos militares que no local havia um homem que fazia ofensas homofóbicas a um casal gay.

Segundo ele, o autor batia com a mão, chutava a mesa e chamava o casal de “viados, c*”, que os pegariam lá fora. As vítimas reclamaram com a gerência e foram embora para não sofrerem mais constrangimentos. Outro funcionário do estabelecimento, então, foi pedir para o autor parar de incomodar os clientes, porém foi ameaçado. Foi aí que a polícia foi acionada.

O suspeito foi identificado e indagado sobre a situação disse à equipe policial que “poderia até prendê-lo, mas que ele “não gosta de viado” e não os aceita no mesmo ambiente que ele estiver”.  Como o casal já tinha ido embora e o funcionário não queria representar contra o autor, a polícia apenas pediu que ele pagasse a conta e fosse embora do estabelecimento devido a confusão que estava provocando ali, conforme solicitado pelo gerente.

O autor não tinha dinheiro para quitar a dívida e combinou com a gerência de voltar outro dia para fazer o pagamento. Porém, quando os policiais falaram mais uma vez para ele ir embora, o autor passou a desacatar a equipe, apontando o dedo e dizendo que os PMs eram fracos e iria arrebentá-los na porrada.

Foi então dada voz de prisão ao suspeito, que se exaltou mais ainda e passou a xingar os policiais e chutar as mesas do estabelecimento. Ele foi contido, algemado e na hora de entrar na viatura chutou o sargento alegando que “não era bicho” para ser levado no compartimento de preso da viatura.

O amigo dele, de 31 anos, que o acompanhava e até então estava quieto, também acabou preso porque, ao defender o colega, também passou a desacatar os militares dizendo que era primo de um coronel da corporação. O caso foi registrado como ameaça, resistência e desacato na Depac / Cepol. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Reprodução: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/homem-e-preso-ao-insultar-pm-e-casal-em-bar-nao-gosto-de-viado