Após “motociata”, Bolsonaro diz que vacina não tem comprovação e defende cloroquina

Voltou a citar o relatório incorretamente atribuído ao TCU que indica supernotificação de mortes

O presidente Jair Bolsonaro em discurso em São Paulo neste sábado (12.jun.2021). Reprodução/Facebook.

HAMILTON FERRARI
12.jun.2021 (sábado) – 15h10
atualizado: 12.jun.2021 (sábado) – 17h31

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (12.jun.2021) que não há nada no mundo comprovado cientificamente que possa combater a covid-19. Voltou a dizer que relatório incorretamente atribuído ao TCU (Tribunal de Contas da União) dá indícios de supernotificação dos óbitos da doença, e que o Brasil é onde menos morreu pessoas em proporção com a população, graças ao tratamento precoce.

A declaração foi feita depois do trajeto da “motociata” em São Paulo, que terminou no Parque Ibirapuera. Ele estava sem máscara e cumprimentou os apoiadores, que se aglomeraram para ver o presidente. Veja imagens

“Deixo claro um documento produzido pelo Tribunal de Contas da União, onde ele, apesar de não se conclusivo, é bastante objetivo que o critério usado para governadores buscarem recursos no governo [federal] era o número de mortes por covid. Houve sim, pelo o que tudo indica, segundo o relatório não conclusivo do TCU, a supernotificação de casos de covid“, afirmou.

O presidente divulgou o dados não comprovados do relatório na 2ª feira (7.jun), para minimizar o impacto da pandemia. Disse que em torno de 50% dos óbitos de 2020 não foram pela doença. O TCU emitiu nota no mesmo dia dizendo que nenhum relatório do tribunal falava que o número de mortes era menor que o registrado.

O autor, o auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, foi afastado de suas funções no TCU.

Emocionado, Bolsonaro disse que é um dos raros chefes de Estado do mundo que têm coragem de falar “o que sente” e o que precisa ser dito, independente das consequências.

Citou uma tabela da Transparência Brasil que, descontando a supernotificação de óbitos de covid, o Brasil teria queda no número mortes gerais.

Retirando os quase 140 mil irmãos nossos que infelizmente perderam as suas vidas, mas que foi colocado a razão de óbito como covid, se tirar de lá, o crescimento de 2020 em relação a 2019 passa a ser negativo“, afirmou. “Assim sendo, é mais um indício robusto que houve, sim, supernotificação. Caso nós venhamos a comprovar isso, nós vamos ver que o Brasil passaria a ser um dos países que tem o menor índice de mortes por milhão de habitantes“, completou.

Bolsonaro disse que o “segredo disso” é o tratamento precoce. Afirmou que, quando pegou covid-19, em 2020, tomou hidroxicloroquina. Chamou seu ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de “marqueteiro da Globo” e criticou os procedimentos defendido pelo médico.

Pode ter certeza. Hidroxicloroquina e ivermectina, que não faz mal nenhum. Nunca fiquei sabendo que um militar das Forças Armadas que servem na Amazônia, onde é comum a malária, que tomou cloroquina por ventura faleceu por causa desse remédio. Assim como, nunca ouvi alguém me dizer que alguém morreu por ter tomado ivermectina. Estão aqui para salvar vidas“, afirmou o presidente.

Ele declarou ainda que são medicamentos “baratíssimos” e que por isso não defendem os remédios, só os caros. Em seguida, não reconheceu a eficácia das vacinas.

O que tem no momento no mundo comprovado cientificamente para combater o vírus? Não tem nada comprovado cientificamente. Tudo o que está aí é emergencial, é experimental. Nós temos a obrigação de buscar salvar vidas“, disse.

Apesar da fala, voltou a dizer que pediu para o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) para estudar a possibilidade de desobrigar o uso de máscara no país para aqueles que já tomaram a vacina.

Bolsonaro disse ainda que o isolamento social praticado pelos governadores, em especial em São Paulo, não tem “fundamentação científica“. “Sempre falei do isolamento vertical. O meu governo não fechou o comércio. O meu governo não decretou lockdown. O meu governo não impôs toque de recolher. Quem fez isso fez errado“, afirmou.

Reprodução: https://www.poder360.com.br/governo/apos-motociata-bolsonaro-diz-que-vacina-nao-tem-comprovacao-e-defende-cloroquina/. Acesso em 12 jun. 2021.

Militantes bolsonaristas ofendem mulher e rasgam cartaz sobre as 500 mil mortes por Covid no ES

CARTACAPITAL 11 DE JUNHO DE 2021 – 13:06

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Militantes pró-Jair Bolsonaro em Vitória (ES) hostilizaram na manhã desta sexta-feira 11 uma mulher que exibia um cartaz em lembrança às quase 500 mil vítimas da Covid-19 no Brasil.

Os apoiadores de Bolsonaro se reuniam para receber o presidente, que cumpre agenda no Espírito Santo. Nesta tarde, ele participará de uma cerimônia de entrega de casas populares em São Mateus.

Na capital capixaba, os militantes bolsonaristas ainda rasgaram a placa e atacaram a mulher que a carregava. É possível ouvir gritos, entre outros, de “abortista”, “comunista” e “piranha”.

O jornalista Robson Maia, da Rádio Espírito Santo, compartilhou o registro do episódio nas redes sociais. Assista:

Reprodução: https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/no-es-militantes-bolsonaristas-ofendem-mulher-e-rasgam-cartaz-sobre-as-500-mil-mortes-por-covid/. Acesso em 11 jun. 2021

Bolsonaro admite que TCU não fez relatório sobre mortes por covid

“O TCU está certo”, disse

Insistiu em supernotificação

Afirmou que haverá investigação

Tribunal contrapôs presidente

O presidente Jair Bolsonaro disse para apoiadores que “errou” ao falar sobre relatório do TCU. Reprodução/Foco do Brasil.

Emilly Behnke

08 jun. 2021 (terça-feira) – 11h10

atualizado: 08 jun. 2021 (terça-feira) 11h26

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 3ª feira (8.jun.2021) que “errou” e cometeu um “equívoco” ao atribuir ao TCU (Tribunal de Contas da União) a autoria de um relatório sobre mortes causada pela covid-19 no ano passado. O chefe do Executivo insistiu, contudo, que há uma supernotificação do número de mortes causadas pelo vírus e afirmou que pedirá uma investigação.

O presidente disse na 2ª feira (7.jun) que a TCU teria concluído que “em torno de 50% dos óbitos de 2020 por covid não foram por covid”. O TCU negou ter produzido relatórios com essa informação. Para apoiadores nesta manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse ter errado ao falar em uma “tabela do TCU“, em referência a estimativa de 50% de mortes notificadas. “O TCU está certo, eu errei quando falei tabela, o certo é acórdão“, disse.

Bolsonaro citou que, por lei, a distribuição de verbas do governo federal para estados e municípios teve como critério “mais importante” a “incidência de covid“. “O próprio TCU dizia o quê? Que essa lei complementar poderia incentivar uma prática não desejável da supernotificação de covid para que aquele estado tenha mais recurso. A tabela quem fez fui eu, não foi o TCU. Então, o TCU acertou em falar que a tabela não é deles. A imprensa usa para falar que fui desmentido“, declarou.

Segundo Bolsonaro, a “tabela oficial de mortes” anuais no país indicou que houve “decréscimo” no número de óbitos de 2019 para 2020, enquanto em anos anteriores houve aumento de um ano para outro.

Se tirar o número de mortes por covid no ano passado, são mais ou menos 200 mil, de 2019 para 2020 não teríamos um crescimento no número de mortes, teríamos decréscimo, um crescimento negativo. Isso leva a um indício enorme de que houve sim supernotificação pela prática indesejável apontada pelo acórdão do TCU que isso poderia acontecer para governadores conseguir mais recursos“, afirmou.

A notificação de mortes além do número real seria ainda, segundo o presidente, uma forma de justificar medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos. “Em cima disso para justificar tudo, por parte de alguns estados com toda certeza, os lockdowns, as políticas de fechar tudo, as políticas de toques de recolher“, disse.

Apesar de admitir que o errou ao atribuir ao TCU a autoria do relatório sobre a supernotificação, o presidente insistiu que há superdimensionamento dos números de mortes pela novo coronavírus. Ele afirmou que irá pedir uma investigação. “Estava conversando agora com o advogado geral da União [ministro André Mendonça], veio tomar café comigo aqui. O que o governo pode fazer via Advocacia Geral da União [é] fazer uma investigação em cima disso. Desculpa aqui, a Controladoria Geral da União fazer, então, um trabalho em cima disso aí“, afirmou.

Para ele, “há um indício fortíssimo” de supernotificação das mortes na pandemia. O chefe do Executivo que deve “ir para cima” para apurar quais estados inflaram os números.

Vocês devem ter visto muitos vídeos no WhatsApp de pessoas falando ‘meu pai, meu avô, meu tio, meu irmão não morreram de covid’. E botaram covid por quê? Havia, poderia estar havendo, como o próprio TCU previu – não em tabela, previu em acórdão – que isso ia acontecer. Acho que agora está justificado o que foi falado ontem porque a gente pode errar. Eu não tenho compromisso com erro, não tenho problema nenhum. Agora, nós vamos para cima para exatamente apurar quais estados fizeram supernotificação em busca de mais dinheiro“, declarou.

Bolsonaro afirmou ainda que seu “erro foi bom por um aspecto”, já que “todo mundo ficou sabendo” sobre o assunto. “Tá justificado, tá explicado”, disse.

O número de mortes pela covid-19 no Brasil –registrados por órgãos oficiais dos estados e divulgados pelo Ministério da Saúde – já foi questionado diversas vezes pelo presidente. Bolsonaro, contudo, nunca apresentou provas de que os números não corresponderiam a realidade.

Reprodução: https://www.poder360.com.br/governo/bolsonaro-admite-que-tcu-nao-fez-relatorio-sobre-mortes-por-covid/. Acesso em 08 jun. 2021.

Ellie Kemper se desculpa após participar de baile em instituição com passado racista

Atriz de Unbreakable Kimmy Schmidt se pronunciou após foto do evento viralizar 

terça-feira, 08 de junho de 2021.

A atriz Ellie Kemper, conhecida por The Office e Unbreakable Kimmy Schmidt, se desculpou nas redes sociais após ter participado, aos 19 anos, do baile de uma instituição com um passado ligado ao racismo. 

A história ressurgiu nas redes sociais na última semana, quando uma foto da atriz como debutante do evento foi publicada e fãs começaram a questionar se ela sabia que a Veiled Prophet Organization, responsável pelo baile, tinha um passado racista e classista, sendo liderada somente por homens brancos em sua criação e não aceitando membros negros até 1979. No post, a atriz disse que, na época, aceitou ser debutante de um baile em sua cidade natal, mas que não sabia de todo o passado da instituição. 

“Mas a ignorância não é uma desculpa. Eu tinha idade suficiente para me informar antes de me envolver. Sem dúvidas eu não concordo, denuncio e rejeito a supremacia branca. Ao mesmo tempo, sei que por causa da minha raça e dos meus privilégios, eu me beneficio de um sistema que distribui justiça e recompensas de formas desiguais”.

Atriz como Erin em The Office

A atriz encerra o texto se desculpando por ter desapontado as pessoas e prometeu que vai: “ouvir, continuar me educando e usando meu privilégio para ajudar a criar uma sociedade melhor, que acho que somos capazes de criar”.

Kemper trabalha como atriz desde o final da década de 1990 e se tornou mais famosa ao fazer o papel de Erin Hannon na série The Office, encerrada em 2013. Depois disso, ela participou de diversos trabalhos como dubladora e estrelou Unbreakable Kimmy Schmidt, série original da Netflix exibida entre 2015 e 2019.

Publicado no dia 07 de junho de 2021

Por: CAMILA SOUSA

Reprodução: https://www.legiaodosherois.com.br/2021/ellie-kemper-se-desculpa-baile-instituicao-passado-racista.html?utm_medium=share-bar&utm_source=whatsapp

Bolsonaro diz que PT plantará maconha no Alvorada, se voltar ao Poder

Chefe do Executivo comentava um projeto de lei que tramita na Câmara para legalizar o plantio de maconha com fins medicinais e científicos

Flávia Said

08/06/2021 10:49, atualizado 08/06/2021 11:16

Mike Sena/Especial para o Metrópoles

Ao comentar um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados para legalizar o plantio de maconha para fins medicinais e científicos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não há necessidade de permitir o plantio e aproveitou para provocar o PT.

Bolsonaro conversava com apoiadores reunidos no jardim da residência oficial nesta terça-feira (8/6) quando foi instado a falar contra o Projeto de Lei (PL) 399/2015. O texto autoriza o cultivo, no Brasil, de Cannabis sativa — planta também usada para produzir a maconha — com fins medicinais, veterinários, científicos e industriais.

“Tem canabidiol sintética, não precisa deixar o pessoal plantar maconha em casa, não. Imaginou se o PT um dia voltar ao governo, o quanto dá para plantar de maconha ali, ó?”, provocou ele, apontando a cabeça para o Palácio da Alvorada.

A defesa do canabidiol sintético é feito pelo deputado federal e ex-ministro do governo Bolsonaro Osmar Terra (MDB-RS), mas é refutada pela ciência.

Bolsonaro tem se pronunciado contra o projeto repetidas vezes. Ele adiantou que, caso o texto seja aprovado pelo Congresso, vai vetá-lo. Ainda assim, a palavra final cabe ao Congresso, que pode derrubar vetos presidenciais.

Apesar de ter sido apresentado em 2015, o texto ainda está no início da tramitação, em uma comissão especial na Câmara dos Deputados. Até chegar à mesa do presidente da República para sanção ou veto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e analisado pelo Senado.

Reprodução: https://www.metropoles.com/brasil/politica-brasil/bolsonaro-diz-que-pt-plantara-maconha-no-alvorada-se-voltar-ao-poder

PT ameaça processar Amado Batista por chamar Lula de “ladrão”

Cantor é apoiador de Bolsonaro

Declaração foi feita em entrevista

Presidente Jair Bolsonaro participa da cerimônia de comemoração dos 54 anos da EMBRATUR, que contou com a participação do cantor Amado Batista. Sérgio Lima/Poder360 17.11.2020

PODER360
06.jun.2021 (domingo) – 12h00

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que vai processar o cantor Amado Batista depois que ele chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão”. A declaração foi no programa de rádio “Frente a Frente”, da Rede Nordeste de Rádio, em 28 de abril (ouça a íntegra no final da reportagem).

Na entrevista, Batista defende o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com quem tem amizade, e ataca Lula e seus filhos. O cantor também criticou as últimas pesquisas de intenção de voto, que trazem Lula à frente de Bolsonaro nas simulações de 1º e 2º turno das eleições de 2022.

Pelo Twitter, Gleisi Hoffmann escreveu que “quem faz acusações falsas tem que ser responsabilizado pelo que diz, famoso ou não”.

Gleisi Hoffmann afirma que processará Amado BatistaReprodução / Twitter

Batista é um dos maiores apoiadores de Bolsonaro na classe artística. Sua fase de maior sucesso foi nos anos 1980, com apresentações no Cassino do Chacrinha.

Ouça a entrevista completa.

Reprodução: https://www.poder360.com.br/governo/pt-ameaca-processar-amado-batista-por-chamar-lula-de-ladrao/

Melody anuncia festa de 15 anos com 2 mil pessoas na pandemia e é detonada

Da Redação em 06/06/2021 – 09:31

MC Melody

MC Melody voltou a causar polêmica na web (Imagem: Reprodução / Instagram)

Melody virou assunto na internet após anunciar o seu próximo aniversário. A cantora foi criticada depois de afirmar que já estava planejando sua festa de 15 anos para dois mil convidados.

Mesmo com o indicativo de que a celebração acontecerá em fevereiro de 2022, os internautas não concordaram com a atitude da jovem em anunciar antes mesmo de saber como estará a pandemia até lá.

15 aninhos chegando, festinha para duas mil pessoas com muito funk“, escreveu a cantora na legenda de uma selfie. “Pandemia não existe para ela“, ironizou uma seguidora. “Do jeito que está, ano que vem ainda vai ter Covid“, apontou outro. “Como se o vírus fosse sumir rápido assim, né?”, criticou uma terceira.

Apesar disso, houve quem alegasse que a menina foi irônica na declaração. “O aniversário dela é só em fevereiro, acho que ela deduziu que até lá já tenha acabado a pandemia. Mas não dá para ter certeza, né?“, indagou um admirador.

No início deste ano, Melody decidiu fazer duas festas virtuais, uma delas com o tema Anitta. Em entrevista ao Notícias da TV, na época, a adolescente afirmou que o evento temático não foi uma provação, já que ela recusou ter a famosa como empresária.

Reprodução: https://rd1.com.br/melody-anuncia-festa-de-15-anos-com-2-mil-pessoas-na-pandemia-e-e-detonada/

Palmeirense, cantor Zé Neto veste camisa do São Paulo e imita gay

Por Redação com FolhaPress

06/06/2021 15h03

Zé Neto vestiu a camisa do São Paulo e imitiu trejeitos gays – Foto: Divulgação

O cantor Zé Neto, 31 anos, da dupla com Cristiano, causou polêmica nas redes sociais durante uma live que realizou no último sábado, 05. Torcedor do Palmeiras, o artista vestiu uma camisa do São Paulo e fez trejeitos de gay. Além de ofensivo contra o clube paulista, o gesto foi apontado como homofobia por parte dos internautas.

A polêmica começou quando Cristiano, que é torcedor do São Paulo, lembrou que Zé Neto havia perdido uma aposta que eles tinham feito sobre o resultado da final do Paulistão, quando o São Paulo derrotou o Palmeiras.

Com a derrota, Zé Neto teve que vestir a camisa do São Paulo. O que tinha para ser apenas uma brincadeira saudável desandou após Zé Neto fazer imitações e trejeitos afeminados.

“Coloquei essa camisa, já estou me sentindo bem. Nossa, estou super tranquilo. Tá vindo um ventinho gelado, não tá?”, disse o cantor enquanto mexia com as mãos e parecia rebolar.

Ainda durante a live, Zé Neto foi avisado que a atitude não havia pegado bem e já estava repercutindo mal na internet, e fez um pedido de desculpas. “Preciso falar. Isso aqui foi uma brincadeira. Sei que existem as causas, existem pessoas na minha família que são de outras opções sexuais, a gente respeita todo mundo”, começou. Ele foi orientado de que a palavra certa não seria “opção”.

Ele continuou: “Se alguém se sentiu ofendido, do fundo do coração, essa não foi a intenção. Eu estou falando por sentir que talvez tenha me expressado mal, talvez o pessoal tenha entendido mal. Eu tenho pessoas gays na minha família, não tenho nenhum tipo de preconceito”, destacou.

No fim, disse que não tinha medo de cancelamento na internet. “Não estou nem aí o que vão falar, não sei a proporção que tomou, estou aqui na live. Se foi de mal gosto para alguns, me desculpe.”

Reprodução: https://www.jaenoticia.com.br/noticias/2021/06/06/85552-palmeirense-cantor-ze-neto-veste-camisa-do-sao-paulo-e-imita-gay

WhatsApp não imporá restrições a quem não aceitar regras de dados

Novas práticas são questionadas por órgãos como a ANPD, o Cade e o MPF

terça-feira, 08 de junho de 2021.

O WhatsApp não imporá mais restrições aos usuários que não aderirem às novas regras de coleta e tratamento de dados que estão em processo de adoção no Brasil e no restante do mundo.

As novas práticas da plataforma são questionadas por órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal (MPF).

A nova política foi anunciada no início do ano. Ela envolve o repasse ao Facebook, empresa controladora do WhatsApp, de dados das interações com contas comerciais. A nova política entrou em vigor no dia 15 de maio. Inicialmente, o WhatsApp divulgou restrições e limitações a quem não aceitasse a nova política.

Entre as restrições estavam a impossibilidade de acessar a lista de conversas e a suspensão do envio de mensagens e chamadas para o celular algumas semanas depois, caso o usuário não aceitasse a nova política.

Os órgãos ANPD, Cade e MPF apontaram problemas tanto para a proteção de dados dos usuários quanto para a concorrência do mercado de redes sociais e serviços de mensageria. Pesquisadores e entidades de direitos digitais também se manifestaram questionando a nova política.

Diante dos questionamentos, o WhtsApp se comprometeu a adiar a entrada em vigor das limitações por 90 dias. Agora, abandonou este prazo de três meses e abriu mão de impor tais obrigações.

Em nota à Agência Brasil, a empresa afirmou que, devido à discussão com autoridades regulatórias e especialistas em privacidade, a opção foi por não tornar as limitações obrigatórias.

“Ao invés disso, o WhatsApp continuará lembrando os usuários de tempos em tempos para que eles aceitem a atualização, incluindo quando as pessoas escolhem usar determinadas funcionalidades opcionais, como se comunicar no WhatsApp com uma empresa que esteja recebendo suporte do Facebook”, diz o comunicado da plataforma.

Por: Agência Brasil

Publicado no portal InfoMoney na data 07 de junho de 2021 às 08h32

Reprodução: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/whatsapp-nao-impora-restricoes-a-quem-nao-aceitar-regras-de-dados/

Ativista palestina e jornalista da Al Jazeera são detidas em Jerusalém

Muna al-Kurd, que está centro de uma campanha para impedir o despejo de famílias palestinas do distrito de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, foi detida pela polícia israelense, um dia após a prisão de Givara Budeiri, corrrespondente da rede Al Jazeera.

terça-feira, 08 de junho de 2021.

Muna al-Kurd — Foto: Reprodução/Al Jazeera

Uma jovem ativista no centro de uma campanha nas redes sociais para impedir o possível despejo de famílias palestinas do distrito de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, foi detida neste domingo (6) pela polícia israelense, um dia após a prisão de uma jornalista da rede Al Jazeera.

Nesta manhã, Muna al-Kurd, de 23 anos, foi levada para a delegacia em Jerusalém, informou seu pai à AFP, o que imediatamente gerou protestos nos círculos palestinos e nas redes sociais.

Nas imagens da detenção, veiculadas pela família nas redes sociais, a jovem é algemada por vários integrantes das unidades de “guardas de fronteira” israelenses.

Seu irmão gêmeo, Mohammed, estrela da causa palestina com mais de 550.000 seguidores no Instagram e 180.000 outros no Twitter, estava ausente no momento da prisão, mas recebeu uma intimação e compareceu à tarde em uma delegacia de polícia em Jerusalém Oriental, a parte da Cidade Santa anexada por Israel.

Nasser Odeh, o advogado da família, confirmou que a polícia prendeu Muna al-Kurd por “perturbar a ordem pública”, incluindo participação em “motins”, e disse que seu irmão ainda estava sob investigação.

Contactada pela AFP, a polícia não comentou as detenções.

Segundo o pai dos dois militantes, esta detenção “faz parte de uma operação que visa aterrorizar os pais e silenciar as vozes dos jovens que se levantaram no bairro”.

Muna e Mohammed al-Kurd lideram diariamente em inglês e árabe uma intensa campanha nas redes sociais em torno da palavra-chave #SheikhJarrah, a fim de chamar a atenção do mundo para a situação das famílias palestinas ameaçadas de despejo ou já expulsas de suas casas em benefício de colonos israelenses.

De acordo com a lei israelense, se os judeus puderem provar que sua família vivia em Jerusalém Oriental antes da guerra árabe-israelense de 1948, que começou com a criação do Estado de Israel, eles podem pedir seu “direitos de propriedade”. No entanto, não existe tal lei para os palestinos que perderam suas propriedades durante a guerra ou que tiveram que fugir.

Na noite de sábado, a correspondente da Al Jazeera Givara Budeiri também foi detida por várias horas pela polícia israelense enquanto cobria manifestações neste bairro, informou o canal do Catar em nota, acrescentando que o equipamento do cinegrafista que a acompanhava foi destruído.

A repórter, que usava um colete à prova de balas com a palavra “imprensa” no momento de sua prisão, disse que foi libertada sob a condição de não retornar ao bairro de Sheikh Jarrah nos próximos 15 dias.

“A intimidação sistemática de nossos jornalistas é uma violação completa das convenções internacionais”, reagiu o diretor-geral interino do canal, Mostefa Souag.

Nas últimas semanas, vários jornalistas, incluindo um fotógrafo da AFP, relataram violência contra a imprensa em Jerusalém Oriental.

No dia 15 de maio, o prédio que abrigava os escritórios da Al Jazeera e da agência de notícias americana Associated Press (AP) foi destruído em um ataque do Exército israelense, que havia solicitado a evacuação do prédio pouco antes dos bombardeios.

Um conflito de 11 dias em maio entre Hamas e Israel eclodiu após o disparo de foguetes pelo movimento palestino contra Israel, em solidariedade às centenas de manifestantes palestinos feridos em confrontos com a polícia em Sheikh Jarrah e na Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado no Islã, em Jerusalém Oriental.

Por: France Presse

Postado no portal de notícias G1 na data 06/06/2021 e atualizado há um dia

Reprodução: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/06/06/ativista-palestina-e-jornalista-da-al-jazeera-sao-detidas-em-jerusalem.ghtml