Anitta processa Leo Dias, e Justiça ordena que ele não fale mais nome da cantora

Por outro lado, Dias diz não ter medo

26.mai.2020 às 16h30Atualizado: 26.mai.2020 às 19h06

SÃO PAULO

A briga entre a cantora Anitta e o jornalista Leo Dias parece estar longe do fim. Nesta terça-feira (26), mais um detalhe veio a público: um processo movido pela artista contra o blogueiro no qual ela o acusa de mentir em uma reportagem sobre a mãe de Anitta.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o caso corre na 13ª Vara Cível. A defesa de Anitta entrou com um pedido de tutela antecipada que significa que o jornalista Leo Dias seria proibido de citar o nome da cantora para qualquer tipo de manifestação, mesmo antes da sentença do caso. A Justiça acatou a decisão.

Parte do processo foi veiculado pelo próprio Leo Dias em suas redes sociais. Em um determinado trecho, o documento explica mais sobre a ação e sobre a reportagem à qual Anitta chama de “mentirosa” e “desleal”.

“Trata-se de uma publicação covarde, desleal, mentirosa, desmedida e descabida, travestida de matéria jornalística, mas que não contém nenhuma informação de interesse público, ao contrário invade brutalmente a vida privada da autora [Anitta] e sua família, com o único intuito de obter lucro e autopromoção”, diz trecho do processo.

Em outra parte, o documento fala em ameaças recebidas por ela. “Diante desse ataque cruel e mesquinho, a autora se viu obrigada a se manifestar nas suas redes sociais para desmentir a absurda publicação, sofrendo de imediato ameaças por parte do Primeiro Réu [Leo Dias], através de mensagens enviadas para o seu celular via aplicação do WhatsApp”.

Pelas redes sociais, Leo Dias não deixou barato e se mostrou incomodado por receber o processo nesse momento.

Reprodução: https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2020/05/anitta-processa-leo-dias-apos-polemica-envolvendo-sua-mae-e-famosos.shtml

Anitta entra com processo contra Leo Dias

Heitor Pires – 25/05/20 – 20h00 – Atualizado em 25/05/20 – 20h18

Na última quinta-feira (21) a cantora Anitta entrou com um processo contra o jornalista Leo Dias, seu atual desafeto. O caso foi registrado na 13ª Vara Cível do Rio de Janeiro e corre em segredo de Justiça. O juiz Ledir Dias de Araújo será o responsável pela análise do caso.

Os advogados Eduardo Ghiaroni Senna e Felipe Dias Curvelo de Oliveira são os responsáveis pela defesa da cantora.

Por estar em segredo de Justiça, não é possível saber o motivo da ação, mas no pedido, disponível no TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) dá para saber que a defesa Anitta pediu “tutela antecipada”, o que significa que Leo Dias estará proibido de falar ou utilizar o nome da cantora para qualquer tipo de manifestação, mesmo antes da sentença do caso.

Como a ação ainda não teve teve manifestação a respeito da tutela, ela só opera efeitos depois de alguma decisão. Ou seja, Leo Dias ainda não estava proibido de expor as conversas com Anitta como fez na tarde desta segunda-feira (25), mas ainda assim, essas provas poderão ser utilizadas contra ele.

Reprodução: https://istoe.com.br/anitta-entra-com-processo-contra-leo-dias/

Empresa chama Dilma de “burra” em publicidade e deverá indenizá-la em R$ 60 mil

25 DE MAIO DE 2020

Empresa foi condenada por danos morais por usar foto de ex-presidenta para vender curso sobre ‘como deixar de ser burro’

Uma empresa de cursos online preparatórios para concursos públicos, a Estratégia Concursos Ltda., foi condenada a pagar R$ 60 mil à ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) após usar, sem autorização, sua imagem para vender um curso sobre “como deixar de ser burro”. O caso foi revelado pelo portal jurídico Conjur nesta segunda-feira 25.

A decisão foi tomada no dia 18 de maio pela juíza Gislene Rodrigues Mansur, da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte, que associou a imagem de Dilma na campanha publicitária como ofensiva à honra da política. Em sua defesa, a empresa diz que buscava estimular o estudo dos interessados e acrescentou que “pessoas públicas devem suportar o ônus de terem suas condutas e seus atos submetidos à publicidade e a críticas”.

A juíza, no entanto, pontuou que a liberdade de expressão não é “absoluto” em relação à honra das pessoas, especialmente quando se visava lucrar com a publicidade em questão. “Não resta dúvida que o direito à liberdade de expressão e à livre manifestação não é absoluto e nem é amparado o seu exercício abusivo”, escreveu Mansur.

Sobre o fato de Dilma ter exercido cargo público, a juíza destacou que o uso da imagem para fins comerciais sempre depende da autorização expressa da pessoa em questão. “Ademais, a pessoa pública e, por isso, mais suscetível a críticas e a maior exposição de sua intimidade, não tem retirada a proteção a sua dignidade e, pois, anulada a proteção à sua imagem como instrumento de proteção à sua honra.”, acrescentou a juíza.

Os advogados de Dilma Rousseff também haviam pedido pela retratação pública da empresa nas mesmas redes sociais onde o anúncio foi veiculado, mas, na decisão final, Gislene Mansur pontuou que uma publicação extra sobre o caso geraria mais danos à imagem da ex-presidenta, e não acatou ao pedido.

Reprodução:

https://www.cartacapital.com.br/sociedade/empresa-chama-dilma-de-burra-em-publicidade-e-devera-indeniza-la-em-r-60-mil/

Ameaças e xingamentos de bolsonaristas fazem Globo e Folha deixarem cobertura no Alvorada

Agressividade contra jornalistas é constantemente alimentada pelo presidente da República

O Grupo Globo e o jornal Folha de S.Paulo anunciaram nesta segunda que suspenderão temporariamente o plantão em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República. O motivo é a crescente insegurança causada pela presença de militantes bolsonaristas – cada vez mais agressivos – no local.

A Globo declarou que “apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que são levados a ficar lado a lado com os jornalistas, apenas com uma grade entre os dois grupos, têm insultado de forma cada vez mais agressiva os profissionais de imprensa, de todos os veículos, que estão ali trabalhando”. A empresa comunicou sua decisão formalmente ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

A Folha também questionou o GSI e a Secretaria Especial de Comunicação Social sobre a falta de segurança para os jornalistas, mas não obteve resposta. Segundo o jornal, a pretensão é de “retomar a cobertura no local somente depois das garantias de segurança aos profissionais por parte do Palácio do Planalto”.

Perigo iminente

As ofensas dos militantes pró-Bolsonaro tem se tornado frequentes, alimentadas pelo próprio presidente da República que, sempre que pode, aproveita os microfones para atacar os profissionais de imprensa. A retórica de Bolsonaro leva seus apoiadores ao entendimento de que qualquer crítica aos atos do governo seria parte de uma espécie de teoria conspiratória que visa tirá-lo do poder e implantar uma fantasiosa ditadura comunista no país.
Nesta segunda-feira, os bolsonaristas hostilizaram os jornalistas que trabalhavam no local com gestos, gritos e xingamentos como “lixo”, “escória”, “safados”, entre outros.

A ação dos populares ocorreu pouco depois de Bolsonaro deixar o local, após ficar quase 16 minutos conversando com os simpatizantes e ter dito que não falaria com a imprensa. “No dia que vocês tiverem compromisso com a verdade, eu falo com vocês de novo”, disse o presidente, recebendo imediato apoio de alguns simpatizantes.
Na hora das agressões verbais, os manifestantes se uniram em coro para chamar a imprensa de “lixo”, enquanto outros gritavam e batiam no peito. “Nossa bandeira jamais será vermelha”, “fechada com Bolsonaro” e “Bolsonaro até 2050” foram algumas das frases ditas.

Agressões físicas

Os jornalistas que cobrem o presidente Bolsonaro têm sido alvos constantes de assédio. Em uma ocasião, um humorista que estava com o presidente no Alvorada ofereceu bananas aos repórteres, depois de o próprio presidente cruzar por duas vezes os braços, em um gesto que significa “dar uma banana”.
No domingo 17, uma repórter da TV Bandeirantes foi atingida por uma bandeirada ao cobrir um ato de apoio ao presidente. A mulher que segurava o objeto, uma servidora pública, alegou ter sido um acidente.
No início do mês, o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo, foi agredido por bolsonaristas. Segundo consta na ocorrência da Polícia Civil, o repórter fotográfico informou que fazia a cobertura de uma manifestação e estava tirando fotos do presidente da República quando começou a ser hostilizado. Algumas pessoas teriam colocado bandeiras na frente da câmera, tentando impedir os registros. 

Na sequência, os manifestantes começaram a colocar a mão na lente da câmera e a agredir o profissional. O homem, que usava uma escada pequena para ter uma visão melhor, acabou sendo empurrado, caiu e bateu a cabeça no chão. A partir daí, ele se levantou para tentar sair da aglomeração e começou a ser agredido com socos e chutes.
No dia 20, uma equipe da TV Integração, afiliada da TV Globo, foi agredida enquanto fazia reportagem na cidade de Barbacena, Campo das Vertentes, no interior de Minas. Empresário e cinegrafista entraram em luta corporal após discussão verbal.
De acordo com boletim de ocorrência, o cinegrafista Robson Panzera estava realizando gravação de reportagem na rua quando o empresário do ramo de massas, Leonardo Rivelli, passou de carro filmando com celular proferindo palavras ofensivas e gritando “Globo lixo”, dando início a uma discussão verbal.

Reprodução: https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2020/05/25/interna_politica,1150600/globo-e-folha-deixam-alvorada-por-ameacas-de-militantes-de-bolsonaro.shtml

Falta de segurança faz jornalistas do Grupo Globo deixarem plantão no Alvorada

Decisão foi comunicada em carta ao Gabinete de Segurança Institucional.

Por G1 25/05/2020 20h40 Atualizado há 2 horas

falta de segurança para seus jornalistas na saída do Palácio da Alvorada fez o Grupo Globo decidir que seus profissionais não mais farão plantão naquele lugar. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que são levados a ficar lado a lado com os jornalistas, apenas com uma grade entre os dois grupos, têm insultado de forma cada vez mais agressiva os profissionais de imprensa, de todos os veículos, que estão ali trabalhando.

Como a animosidade dos militantes tem sido crescente, e sem que haja providências por parte das autoridades para proteger os jornalistas, o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo comunicou a decisão, por carta, ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Os jornalistas do Grupo Globo encontrarão maneiras seguras de apurar e relatar o que se passa ali, sem prejuízo do público.

A seguir, a íntegra da carta encaminhada pelo Grupo Globo ao ministro Augusto Heleno:

“Ao cumprimentar V.Exa., trazemos ao conhecimento desse Gabinete uma questão que envolve a segurança da cobertura jornalística no Palácio da Alvorada. É público que o Senhor Presidente da República na saída, e muitas vezes no retorno ao Palácio, desce do carro e dá entrevistas bem como cumprimenta simpatizantes. Este fato fez vários meios de comunicação deslocarem para lá equipes de reportagem no intuito de fazer a cobertura.

Entretanto são muitos os insultos e os apupos que os nossos profissionais vêm sofrendo dia a dia por parte dos militantes que ali se encontram, sem qualquer segurança para o trabalho jornalístico.

Estas agressões vêm crescendo.

Assim informamos por meio desta que a partir de hoje nossos repórteres, que têm como incumbência cobrir o Palácio da Alvorada, não mais comparecerão àquele local na parte externa destinada à imprensa.

Com a responsabilidade que temos com nossos colaboradores, e não havendo segurança para o trabalho, tivemos que tomar essa decisão.

Respeitosamente,

Paulo Tonet Camargo – Vice-Presidente de Relações Institucionais – Grupo Globo

Reprodução: https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/25/falta-de-seguranca-faz-jornalistas-do-grupo-globo-deixarem-plantao-no-alvorada.ghtml

Hang, dono da Havan, é condenado por atacar reitor da Unicamp com fake news.

Rogério Gentile – Colunista do UOL – 25/05/2020 09h56

O empresário catarinense Luciano Hang, um dos mais engajados aliados do presidente Jair Bolsonaro, foi condenado pela Justiça de São Paulo a indenizar o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, em R$ 20,9 mil.

No dia 24 de julho de 2019, o proprietário da rede de lojas Havan, famoso pelos seu terno verde-bandeira, escreveu em seu twitter que o reitor da Universidade de Campinas havia, durante uma formatura, gritado “Viva la Revolução”, conforme lhe contara um amigo.

Hang terminou o post com um comentário: “E depois dizem que nossas universidades não estão contaminadas? Vá pra Venezuela Reitor FDP”. Cinco mil e trezentas pessoas curtiram o tweet. A história, no entanto, não não era verdadeira, segundo constatou o juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas. “O reitor não gritou ‘Viva la revolução’ em uma cerimônia de colação de grau.”

À Justiça, o reitor, que é professor de física, disse que nem mesmo participou da formatura. “Não compareci a nenhum evento de formatura no final do ano de 2018, e também não proferi o citado chavão em nenhuma ocasião”, afirmou “Trata-se de evidente caso conhecido de fake news.”

Em sua decisão, o juiz relatou que, durante a cerimônia, um dos integrantes da mesa deu algum grito, de acordo com relato de testemunhas. Explica, no entanto, que não houve entre elas consenso sobre o teor exato da exato da manifestação. Uma delas disse que, na verdade, a frase correta seria “Viva a resistência”, e não “Viva la revolução”.

“Mas isso em nada modifica a situação”, afirmou o magistrado. “O fato não ocorreu como narrou o empresário. O reitor não pode ser responsabilizado por tal manifestação, como se dele fosse”.

De acordo com o juiz, o empresário, tentou atribuir ao reitor uma “pecha de radical e extremista, alguém que em um evento acadêmico manifesta uma posição política sem qualquer relação com o contexto, sendo incapaz de dissociar sua suposta opção ideológica dos deveres inerentes ao cargo que ocupa.”

A defesa de Hang afirmou que ele apenas reproduzira na rede social um fato que um amigo lhe contara. “O senhor. Luciano Hang não cometeu nenhum ato ilícito, eis que a postagem está no âmbito de proteção da liberdade de manifestação do pensamento, ainda que fosse errônea”, escreveram os advogados Murilo Varasquim e Victor Leal.

Os defensores do empresário afirmaram ainda que o “FDP” não foi utilizado com a finalidade de ofender o reitor, e que não devia ser interpretado em seu sentido literal. Segundo eles, o termo não gera dano moral, “não passando de mero dissabor cotidiano a que todos estão sujeitos”.

O juiz não aceitou a argumentação. Além da multa, condenou o empresário a se retratar na rede social com o mesmo número de linhas do tweet original.

Cabe recurso.

Reprodução: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/05/25/hang-dono-da-havan-e-condenado-por-atacar-reitor-da-unicamp-com-fake-news.htm

Apreensão de celular é constitucional, ameaça de general, não, diz jurista…

Leonardo Sakamoto – Colunista do UOL – 22/05/2020 16h32

“O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, emitiu uma nota sugerindo imunidade total do presidente da República, o que é um absurdo e contrário à Constituição.” A avaliação é da constitucionalista Eloísa Machado, professora da FGV Direito-SP e coordenadora do centro de pesquisas Supremo em Pauta. “É uma nota equivocada juridicamente e processualmente. Ninguém está acima da Constituição, como disse o próprio ministro Celso de Mello”, afirma.

Diante de um pedido de apreensão de celulares do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, feito pelo PDT, PSB e PV, como parte de uma notícia-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello enviou para a decisão do procurador-geral da República, Augusto Aras. A apreensão não foi determinada ainda pelo PGR e, tendo em vista a avaliação de outras decisões de Aras no que diz respeito ao governo Bolsonaro, é praticamente impossível que aconteça.

Mesmo assim, e na iminência da divulgação do vídeo com a reunião ministerial do dia 22 de abril, citada por Sergio Moro como prova das interferência política do presidente ma Polícia Federal, Augusto Heleno publicou uma nota que foi considerada uma ameaça às instituições democráticas pela oposição no Congresso Nacional.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, diz o trecho final da nota. De acordo com Eloísa Machado, o ofício do STF a Augusto Aras respeita a Constituição e faz parte das atribuições do Poder Judiciário.

“Parlamentares pedem a preservação de provas de supostos crimes cometidos pelo Presidente da República, eventualmente contidas em seu aparelho celular. Com isso, o ministro Celso de Mello manda a questão ao procurador-geral da República que é quem está investigando formalmente o presidente. É o PGR que vai analisar se há pertinência ou não do pedido. Nada mais normal o que foi determinado pelo ministro”, explica a constitucionalista.

Em sua opinião, é o general que “não tem nada a ver com essa história”. E, portanto, é sua atitude que pode gerar “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Repercussão na oposição Alessandro Molon, líder do PSB na Câmara, afirmou, nas redes sociais, que o general Heleno sofrerá uma representação por crime comum, com base na Lei de Segurança Nacional, e por crime de responsabilidade. “A nossa democracia não pode se curvar neste momento, sob o risco de cruzarmos a última barreira que nos distingue de um regime totalitário”.

“O superficial republicanismo do general Heleno deu lugar a uma enraizada sanha autoritária e truculenta, desde a determinação do ministro Celso de Mello de mandar recolher o aparelhos celulares dos Bolsonaro pai e Carlos. A ameaça de Heleno apenas revela a sua intolerância à democracia”, tuitou o deputado federal Enio Verri, líder do PT na casa.

Reprodução : https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2020/05/22/apreensao-de-celular-e-constitucional-ameaca-de-general-nao-diz-jurista.htm?fbclid=IwAR1Ml6Y5zOUJ_Nz0NEhwyID8sK3c2VNutrdDUW2quKxQKBleUowrV3Pezdk

Justiça proíbe SBT e Record TV de falar sobre o ‘Caso Bel’

De Redação – Publicado em 22 de maio de 2020

O caso ‘Bel para Meninas’ tomou conta das redes sociais e da imprensa televisa nesta semana. Internautas denunciaram nas redes sociais um suposto constrangimento por parte da mãe em relação a filha que tem hoje 13 anos. O canal ‘Bel Para Meninas’ mostra brincadeiras feitas entre famílias desde quando Bel ainda era criança.

O apresentador Luiz Bacci chegou a colocar link ao vivo na frente da casa da família, que se recusou a falar e enviou apenas uma carta, o que deixou o comunicador enfurecido já que segundo ele, a carta era uma clara ameaça. Na edição do Cidade Alerta da última quinta-feira (21), internautas estranharam o fato de Luiz Bacci não abordar o tema no programa já que nas redes sociais, Bacci havia prometido novas revelações do caso.

O Mixturando apurou que a Record TV e SBT foram proibidos pela Justiça de tocar no assunto até segunda ordem. A liminar foi pedida pelos pais da Bel. As emissoras citadas tentam recorrer da ação. O Conselho Tutelar encaminhou Bel para acompanhamento psicológico e a delegacia de proteção a criança abrirá inquérito. O Ministério Público também vai atuar no caso.

Reprodução: https://mixturando.com/2020/05/22/justica-proibe-sbt-e-record-tv-de-falar-sobre-o-caso-bel/

Procuradoria diz que governo aplica dinheiro em sites ideológicos e cobra abertura de investigação contra Wajngarten

O MPF acusa o chefe da Secom e a Presidência de direcionarem dinheiro para sites ideológicos e promoverem censura a veículos críticos ao governo, o que contraria a Constituição

Patrik Camporez/BRASÍLIA – 21 de maio de 2020 | 21h22

Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), solicitou nesta quinta-feira (21) investigação para garantir a transparência dos gastos com publicidade realizados pelo governo federal em campanhas publicitárias. O documento, ao qual o Estadão teve acesso, também pede investigação sobre eventual improbidade administrativa por parte do secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten.

O MPF acusa Wajngarten e a Presidência de direcionarem dinheiro para sites ideológicos e promoverem censura a veículos críticos ao governo, o que contraria a Constituição. Na representação encaminhada à procuradoria da República do Distrito Federal, a PFDC cobra a adoção de providências para que a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência se abstenha de selecionar anunciantes para veiculação de publicidade oficial “em razão de afinidades ideológicas”. Também quer medidas que impeçam a retaliação, por parte do governo, a grupos de mídia críticos ao governo.

Documento

O MPF também requisita que a Secom seja impedida de realizar declarações, por meio de seus agentes, que caracterizem censura indireta,” inclusive ameaças de restrições na concessão de autorizações públicas e convocação de boicotes”.

A Procuradoria defende, ainda, a adoção de medidas judiciais para assegurar que o governo federal crie um site na internet para divulgar os gastos com publicidade oficial. O MPF quer que a administração Federal concentre em um portal as informações de todos os gastos com publicidade.

No documento, a PFDC elenca diversos fatos que indicam a disposição do governo federal em utilizar recursos públicos destinados à publicidade oficial como forma de retaliação contra os que lhe parecem adversários e financiar outros que lhe são simpáticos.

“O presidente da República já ameaçou cancelar assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que chegou a ser excluído de licitação, em retaliação à sua linha editorial. Também defendeu boicote a anunciantes do diário, como forma de pressionar empresas privadas a não divulgarem publicidade em veículos de imprensa críticos a seu governo. Recentemente, o presidente ameaçou não renovar a concessão de emissora de televisão por discordar da linha editorial adotada”, diz o MPF.

Mais que prejuízos financeiros aos grupos de mídias, o MPF aponta que há, por parte do governo, “distribuição arbitrária e discriminatória da publicidade oficial” e isso teria “impacto na liberdade de expressão e de imprensa de uma forma geral, pela potencialidade de inibição de reportagens investigativas e críticas sobre a atual administração, o que significa censura, ainda que por outros métodos”.

O Ministério Público Federal ressalta que, quando o Estado decide contratar empresas privadas para divulgação de sua publicidade oficial, “deve fazê-lo com base em critérios lícitos, objetivos e públicos, sem qualquer discriminação por preferências ideológicas ou motivadas pelas linhas editoriais dos veículos, sob pena de incorrer em ilicitude, por afronta à liberdade de expressão e de imprensa”.

Reprodução: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/procuradoria-diz-que-governo-aplica-dinheiro-em-sites-ideologicos-e-cobra-abertura-de-investigacao-contra-wajngarten/

Homem quebra dedo e bate com tripé em cinegrafista em Barbacena;

Repórter de afiliada da TV Globo foi atacado por homem que tentava impedir que ele filmasse uma escola de cadetes, em reportagem sobre militares com Covid-19

20/05/2020 – 15:13 / Atualizado em 20/05/2020 – 16:31

O repórter cinematográfico Robson Panzera, da equipe da TV Integração, afiliada da Rede Globo em Barbacena (MG), foi agredido verbal e fisicamente no fim da manhã esta quarta-feira enquanto fazia imagens da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), na cidade.

A repórter Thais Fulin, colega de Robson, filmou a agressão, feita por um homem identificado e já detido, Leonardo Rivelli.

Rivelli está na delegacia da cidade.

“O agressor passou de carro xingando e filmando o cinegrafista. Até estamos acostumados com os xingamentos, infelizmente. Mas em seguida ele desceu do carro e começou a briga. Ele bateu com o tripé no dedo do cinegrafista, chutou a câmera no chão, e foi embora, antes da chegada da polícia. Depois, passou de carro novamente pelo local e o indicamos para os policiais. Ele foi detido e tentou justificar as agressões, dizendo: ‘Agredi mesmo”, afirmou a repórter à coluna.

Quando Panzera estava fazendo imagens da escola para uma reportagem, o agressor se aproximou e começou a ofender a equipe de jornalistas. Ele tentou pegar a câmera de Panzera para impedi-lo de filmar, e o cinegrafista tentou impedi-lo, protegendo o equipamento.

Rivelli começou a bater em Panzera, tentando tomar o equipamento. As imagens de Fullin mostram Panzera tentando se desvencilhar e apanhando com socos. Em um determinado momento, o agressor pega o tripé de Panzera e desfere golpes contra ele.

A polícia foi chamada e prendeu em flagrante o agressor.

Panzera teve a mão fraturada e foi encaminhado ao Hospital Regional de Barbacena para receber atendimento médico.

A reportagem era sobre uma denúncia publicada nesta terça na imprensa local de que sete integrantes da Epcar estão com Covid-19.

Assista ao vídeo:
https://www.instagram.com/tv/CAa1L-PJPuw/

Reprodução: https://epoca.globo.com/guilherme-amado/homem-quebra-dedo-bate-com-tripe-em-cinegrafista-em-barbacena-veja-video-1-24436818